Mulher que atropelou e matou Vitor Gurman não vai a júri popular, diz STJ

Por Lucas Jozino - Rádio Bandeirantes

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decide que a nutricionista Gabriella Guerrero, que atropelou e matou o administrador Vitor Gurman, em 2011, vai responder por homicídio culposo, quando não há a intensão de matar. Por isso, Gabriella Guerrero não será levada a júri popular pelo crime.

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O ministro Rogério Schietti Cruz entendeu que o caso não envolve dolo eventual, quando se assume o risco de produzir um resultado. Segundo a decisão, a ré estava apenas alcoolizada, mas não embriagada, uma vez que possuía consciência lúcida, atenção, concentração e memória reservadas.

Para o promotor Rogério Zagallo, a sentença é injusta. Já o advogado José Luis Oliveira Lima, afirma que decisão só ratifica outras tomadas pela Justiça em instâncias inferiores.

Relembre o caso

Na madrugada de 23 de julho de 2011, Gabriella Guerrero dirigia um carro de luxo na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Vitor Gurman atravessava na faixa de pedestres quando foi atingido pelo veículo – ele foi socorrido, mas não resistiu. O laudo do Instituto de Criminalística aponta que o carro estava a mais de 60 km/h, onde o máximo deveria ser de 30 km/h.

No mesmo mês da morte de Vitor Gurman, Marcelo Malvio Alves de Lima provocou um grave acidente no Itaim Bibi, na Zona Sul da capital. O carro esportivo dirigido pelo empresário atingiu em cheio o SUV guiado Carolina Menezes Cintra Santos, que morreu no local. Neste caso, o réu irá a júri popular em agosto.


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