Atos pró-Bolsonaro em 156 cidades pedem reformas e atacam o Centrão

Por Metro Jornal

Milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) saíram no domingo (26) às ruas de 156 cidades em todos os estados e no Distrito Federal para defender o presidente e as reformas propostas pelo governo.

Os manifestantes pediram a aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime, exaltando os ministros responsáveis pelos textos, Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

A defesa desses projetos veio acompanhada de críticas aos parlamentares do Centrão e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusados de atrapalhar o andamento das matérias do governo no Congresso.

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O público também pediu a aprovação da medida provisória da reforma administrativa pelo Senado e fez referências à criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Lava Toga, para investigar o Judiciário. As palavras de ordem e cartazes evidenciaram a rejeição ao centrão e ao STF. Em oposição aos protestos do dia 15 contra o bloqueio de verbas da educação, o público de ontem respondeu: “É contingenciamento, não é corte”.

Convocados por grupos como Ativistas Independentes, Movimento Avança Brasil, e o Movimento Brasil 200 (de empresários que apoiam o governo), os atos foram pacíficos e lembraram as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) entre 2015 e 2016, com o público vestindo verde e amarelo, carregando a bandeira do Brasil, cantando o Hino Nacional.

Direita rachada

As críticas ao Centrão e o pedido pela CPI da Lava Toga tornaram mais específicas e menos radicais duas das pautas previstas inicialmente  que defendiam o fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal).

A defesa desses dois itens foi um dos motores do racha que se seguiu durante a semana entre aliados e integrantes do próprio governo sobre a necessidade dos protestos e o impacto para o presidente Bolsonaro.

O MBL (Movimento Brasil Livre), que liderou os protestos anti-Dilma e contra o PT, foi um dos que desaprovaram a convocação dos atos de ontem e foi xingado de “traidor” pelos que foram às ruas.

O próprio Bolsonaro, que admitiu no início da semana participar, mas depois desistiu (para não associar o resultado das manifestações ao seu governo), não se afastou tanto assim e postou ontem vídeos e imagens do público nas ruas e textos em elogio aos atos.

“Fui claro ao dizer que quem estivesse pedindo o fechamento do Congresso ou STF estaria na manifestação errada. A população mostrou isso. Sua grande maioria foi às ruas com pautas legítimas e democráticas, mas há quem ainda insista em distorcer os fatos”, escreveu ontem o presidente na internet.

Paulista gritou por Bolsonaro e contra o STF

Em São Paulo, os manifestantes pró-Bolsonaro se reuniram na avenida Paulista (centro), a partir das 14h. O grupo defendeu a reforma da Previdência, o pacote anticrime e exaltou Bolsonaro, representado por um boneco inflável gigante.

Os sete carros de som espalhados pela avenida envolveram a multidão tocando o Hino Nacional e incentivando gritos como “nossa bandeira nunca será vermelha”, “o poder emana do povo” e “Bolsonaro, o Brasil está com você”.

Os manifestantes, que estavam vestidos de verde e amarelo, carregavam faixas com dizeres como “meu partido é o Brasil” e “fora STF” – que foi lembrado por um emoji de cocô. “É importante deixar claro o que o povo quer. Estamos aqui para apoiar todas as propostas”, disse a professora particular Maria das Graças, 41 anos.


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