Três anos após entrega, CEU em São Bernardo sofre com infiltrações

Por Vanessa Selicani - Metro ABC

A Prefeitura de São Bernardo convocou a empresa responsável pela construção do CEU (Centro Educacional Unificado) Luiza Maria de Farias, no Jardim Silvina, a corrigir problemas que ocasionaram diversas infiltrações no prédio. A edificação foi entregue há apenas três anos e custou aos cofres públicos R$ 21,7 milhões.

De acordo com a prefeitura, a estrutura precisa de obras para correção de algumas irregularidades, “como infiltrações da sala dos professores, inclusive refazer o forro de gesso e pintura que foram danificados devido às infiltrações; revisão ou execução na impermeabilização das lajes em balanço para sanar as infiltrações; e revisão entre a vedação das estruturas metálicas e alvenaria para sanar as infiltrações”.

A prefeitura não autorizou a reportagem a entrar no prédio.

O CEU Silvina foi o sétimo entregue durante a gestão do prefeito Luiz Marinho (PT). A obra ficou pronta em 2016, cinco anos mais tarde que o previsto inicialmente.

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A área construída de mais de 9,3 mil metros quadrados tem capacidade para atender até 1,3 mil alunos, da creche, infantil, fundamental e de cursos de qualificação profissional.

O prazo de 10 dias após a publicação da notificação da prefeitura para resposta da H Guedes, responsável pelas obras, termina nesta segunda-feira (27).

A administração se baseia no artigo 618 do Código Civil para solicitar os reparos à construtora. A lei diz que “nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo”.

Caso a empresa não se manifeste no prazo, a prefeitura diz que adotará as medidas judiciais cabíveis e entenderá como autorizada a realizar os reparos com mão de obra própria. Os valores gastos  serão cobrados da construtora posteriormente.

A reportagem não conseguiu localizar a H Guedes até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto para manifestação.


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