Bolsonaro diz que não vai aos atos no domingo

Por Metro Jornal

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou ontem, por meio de seu porta-voz, que não participará das manifestações em apoio à sua gestão convocadas para domingo.

O presidente falou sobre o assunto pela manhã durante a reunião do Conselho de Governo, no Palácio da Alvorada, e recomendou aos ministros que também não participem, pois os atos não devem ser associados ao governo.

Até ontem, Bolsonaro admitia a possibilidade de participar pessoalmente das manifestações, que têm gerado debates sobre a necessidade ou não de serem realizadas e quais as pautas.

Enquanto parte dos aliados entende que o ato pró-governo deve apoiar a reforma da Previdência, o pacote anticrime e a medida provisória que reduz o número de ministérios, outros grupos sustentam que também é preciso protestar contra os políticos do centrão (que estariam bloqueando o governo) e até defender o fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o porta-voz do governo, general Otávio Rêgo Barros, o presidente Bolsonaro pediu que os protestos sejam pacíficos e que não devem se voltar contra “grupos ou instituições”.

Há atos previstos em pelo menos 60 cidades, em todas as capitais e no Distrito Federal. Iniciada no fim de semana, a troca de declarações dentro do próprio governo entre apoiadores e críticos dos atos continuou ontem.

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP) é um dos defensores e disse que o protesto também servirá para chamar a atenção para as “traições” que Bolsonaro vem sofrendo de “pseudoaliados.

Presidente do PSL, Luciano Bivar – que tem tentado evitar o racha dentro do partido – disse não “ver sentido” nas manifestações. Após reunião com a bancada, ele afirmou ontem que os filiados estão liberados a participar, mas não haverá apoio formal. A deputada estadual Janaina Paschoal manteve suas críticas, mas negou que vá sair do partido por conta disso.

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que não participará do ato. “Não é o momento para manifestações mais agudas nem pró nem contra.”


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