Mercado de venda direta cresce no Brasil como alternativa para desempregados

Por Jornal da Band

O mercado de venda direta, conhecido como porta a porta, cresceu no país como alternativa para quem perdeu o emprego. Atualmente mais de 4 milhões de brasileiros estão nesse setor.

Sandra Magoga trabalhou por 24 anos no mercado financeiro e a mudança na carreira veio há cinco meses. Após ficar desempregada, ela entrou para o mercado de venda direta de sapatos.

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“Eu levei um choque e por causa dessa rotina muito agitada, não queria ficar parada”, diz Sandra, que nem precisa do carro para algumas vendas pois conseguiu as primeiras compradoras no próprio condomínio.

Em 2018, a venda direta  cresceu cerca de 2% e movimentou R$ 45,2 bilhões, colocando o país na sexta posição do mercado global.

“Para 2019, seguindo essa tendência de melhora da renda e na confiança do consumidor, esperamos chegar nos 3% ou 4% de aumento”, afirma Adriana Colloca, presidente-executiva da Abevd (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas).

Novos segmentos

Se no passado as vendas diretas se restringiam a cosméticos, livros e alimentação, hoje já englobam a prestação de serviço. Cristiano Ikari montou um modelo de PABX para pequenas empresas e apostou na venda direta para fazer o negócio crescer. “Montamos um sistema de treinamento com apoio de marketing e fizemos alguns exercícios de palestras semanais”, afirma o empreendedor.

A empresa conta hoje com 100 vendedores que atendem cerca de 300 clientes. Gabriela Barreiros entrou no negócio no ano passado e já ganha mais do que na época em que era funcionária com carteira assinada. “Acabamos tendo maiores decisões e as próprias decisões. E esse contato diretamente com os clientes acaba trazendo mais retorno” diz. 

venda direta Reprodução

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