Consórcio intermunicipal revê plano de mobilidade urbana no ABC

Por Vanessa Selicani - Metro Jornal ABC

Quase seis anos após o anúncio de R$ 1 bilhão para a mobilidade urbana do ABC, do qual praticamente nada saiu do papel, as prefeituras propõem revisão do plano. O investimento seria aplicado por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

Dos 21 projetos propostos pelas prefeituras, apenas um, em Rio Grande da Serra, foi iniciado, no valor de R$ 39 milhões.

A revisão será realizada via Consórcio Intermunicipal do ABC, articulador do plano inicial.

A coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) Mobilidade Urbana da entidade, Andrea Brisida, afirma que o objetivo é rever as prioridades e tornar o plano mais próximo da atual realidade da região. “O cenário econômico ficou cada vez mais complicado. É quase que inviável esse valor de R$ 1 bilhão. Vamos elencar os que sejam possíveis para o governo federal e municípios.”

Andrea diz que o foco continuará em projetos que integrem as cidades e priorizem o transporte coletivo. “Os corredores de ônibus sempre serão foco. Mas pode ser que os projetos sejam mais modestos, não com exclusividade total, mas parcial [funcionando no horário de pico, por exemplo].”

Para a coordenadora, projetos grandes e caros também contribuíram para que poucos saíssem do papel. “Acho que na época eram propostas muito audaciosas. Os municípios não conseguiram viabilizar suas obrigações também, como licenciamentos e desapropriações.”

Outro fator que pode contribuir para as mudanças nos projetos é a discussão sobre um novo modal para a linha-18 Bronze do Metrô. As obras para um monotrilho deveriam ter sido iniciadas em 2014, mas travaram no processo de desapropriação. Agora, o estado discute implantar um BRT (Transporte Rápido por Ônibus) na linha.  


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