Músico foi atingido por 9 dos 83 tiros disparados pelo Exército no Rio de Janeiro

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

O músico Evaldo Rosa dos Santos, que morreu em 7 de abril, baleado por militares do Exército quando seguia de carro com a família para um chá de bebê, no Rio de Janeiro (RJ), foi atingido por 9 dos 83 tiros disparados. A informação é da TV Globo, que teve acesso ao laudo de necropsia que faz parte do Inquérito Policial Militar.

O documento indica que todos os tiros atingiram o músico pelas costas – sendo dois na cabeça e os outros sete na região do tórax.

Nove militares estão presos por causa do crime, mas ainda não foram denunciados pelo Ministério Público Militar, que aguarda o resultado de exames.

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O fuzilamento

O músico morreu quando dirigia seu carro, um Ford Ka branco, onde também estavam sua mulher, um filho, o sogro e uma adolescente.

Ao passar por uma patrulha do Exército na estrada do Camboatá, o veículo da família foi alvejado com mais de 80 disparos pelos militares. O motorista morreu no local e o seu sogro ficou ferido, mas sobreviveu. Um catador que passava a pé pelo local foi atingido e morreu dias depois. Inicialmente, o Exército emitiu nota dizendo que a ação tinha sido uma resposta a um assalto e sugeriu que os militares haviam sido alvo de uma “agressão” por parte dos ocupantes do carro.

A família contestou a versão e só então o Exército recuou e mandou prender 10 dos 12 militares envolvidos na ação. Um foi solto após alegar que não fez disparos.
Os militares teriam confundido o carro do músico com o de criminosos que, minutos antes, haviam praticado um assalto perto dali.


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