Casos de dengue sobem 253% no ABC

Por Metro Jornal ABC

Os casos de dengue no ABC voltam a preocupar após um ano de controle da doença. Até agora, já são 99 moradores da região que tiveram o diagnóstico confirmado, número 253% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando se notificou 28 casos. Os registros já são maiores também que todo o ano de 2018, quando foram 51 notificações.

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Santo André é a cidade que apresenta o maior aumento. Foram 6 casos nos primeiros meses do ano passado, ante 43 confirmados até agora. São Bernardo vem logo em seguida com 16 no ano passado e 44 neste ano. Em São Caetano, foram 6 e 12, respectivamente. Os dados foram fornecidos pelas prefeituras.

“Os municípios que fazem divisa com São Paulo estão com bastante índice da doença”, explica a médica veterinária Stefanie Sussai, pesquisadora do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS) e mestranda na USP (Universidade de São Paulo).

São Paulo também passa por uma explosão de casos de dengue. Já são 1.330 confirmados, enquanto no mesmo período do ano passado foram 240. Segundo a pesquisadora, a proximidade de Santo André, São Bernardo e Diadema à capital paulista é fator determinante para os casos se alastrarem no ABC.

sintomas dengue Reprodução

“A gente observa que as cidades de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires não estão sendo tão afetadas pela dengue”, compara Sussai. “São cidades que não fazem divisa com a capital paulista”. Os dois municípios não tiveram casos da doença confirmados até agora.

“A dengue ocorre no Brasil inteiro. Então, muito provavelmente, quando vai dar uma epidemia em uma região, é comum ter em outros locais.”

De acordo com a pesquisadora, não é possível dizer com exatidão os motivos de um novo aumento na doença, que teve epidemia em 2015.

“Às vezes, as pessoas podem ter baixado a guarda em relação aos cuidados com a água parada”, sugere. Outra hipótese é que um sorotipo diferente do vírus da dengue esteja circulando, o que só pode ser confirmado com pesquisas. “A gente pode associar muito à chuva – choveu bastante aqui no ABC. São fatores que interferem no ciclo do mosquito.” 


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