Da prisão, Lula diz que o Brasil é governado por um ‘bando de maluco’

Por Band.com.br

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista exclusiva para os jornais Folha de S. Paulo e El País na sede da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, onde está preso após ser condenado, em segunda instância, no caso tríplex do Guarujá.

Na entrevista, Lula criticou o atual governo de Jair Bolsonaro e disse que o Brasil está sendo comandado por um “bando de maluco”. “O País não merece isso, sobretudo o povo não merece isso”, pontuou em conversa com os jornalistas Mônica Bergamo, também colunista da BandNews FM, e Florestan Fernandes Junior. O ex-presidente disse ainda que o Brasil precisa fazer uma “autocrítica geral” após a eleição de Bolsonaro.

Lula também reclamou da cobertura midiática quando o assunto é ele e quando o foco é o presidente Bolsonaro. “Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família”, indagou ao fazer uma referência ao miliciano empregado pelo filho do presidente, Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual pelo Rio.

Sobre a polícia externa do atual governo, Lula afirmou jamais ter visto um “nível tão baixo” e que seu ex-chanceler, Celso Amorim, tem uma “dívida” por ter deixado Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, seguir carreira no Itamaraty.

O petista também fez críticas a Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e responsável por sua condenação na Lava Jato em primeira instância. “Sempre riram de mim porque falava ‘menas’ ; agora, o Moro falar ‘conge’ é uma vergonha”, disse.

O ex-presidente ainda falou na necessidade de diálogo entre os partidos de esquerda.

Morte do neto

Lula falou ainda sobre a morte de seu neto Artur, de apenas sete anos, e chorou. “Às vezes penso que seria mais fácil que eu tivesse morrido. Já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar meu neto viver.”

Prisão

Questionado sobre a possibilidade de passar o resto da vida na prisão, o petista foi categórico: “não tem problema”, respondeu. “Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o Dallagnol não dorme, que o Moro não dorme”.


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