Oito episódios que mostram o ‘fogo amigo’ no governo Bolsonaro

Por Metro Brasília

Prestes a completar 4 meses, o governo Bolsonaro já coleciona diversos episódios de ‘fogo amigo’ entre aliados e apoiadores. Até o presidente já jogou contra a sua maior agenda, a reforma da Previdência.

‘No fundo, eu não gostaria’
Estabelecida como a pauta mais importante do governo federal, a reforma da Previdência não é bem quista pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, durante uma live no fim de março, enquanto ainda estava no Chile, admitiu que, “no fundo”, não gostaria de fazê-la. “Mas eu estaria sendo irresponsável com o Brasil nos próximos anos”, acrescentou. Sob o trabalho árduo da sua equipe de Economia, a declaração do presidente soou mal por sugerir uma falta de apego à sua principal proposta.

Jair Bolsonaro Presidente Jair Bolsonaro / Alan Santos/PR

‘Exijo demissão’
No dia 13 deste mês, a deputada estadual Janaína Paschoal (SP) defendeu publicamente a deputada federal Alê Silva (MG) – ambas do PSL, legenda de Jair Bolsonaro – que relatou estar sendo ameaçada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Janaína cobrou do presidente providências sobre o caso e, como exigência, pediu a cabeça do ministro, alegando que seu afastamento só mostraria que Boslonaro sente “apreço às mulheres de seu partido”.

Janaína Paschoal Janaína Paschoal / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Impeachment
O vice-líder do governo no Congresso e defensor contundente de Jair Bolsonaro, o deputado Pastor Marco Feliciano (Pode-SP), entrou, na última semana, com um pedido de impeachment contra o vice-presidente, Hamilton Mourão. O parlamentar acusa o general de “conduta indecorosa, desonrosa e indigna” e de “conspirar” para ocupar o posto de Bolsonaro. O deputado também acusa o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de dificultar o seu acesso ao presidente.

Marco Feliciano Marco Feliciano / José Cruz/Agência Brasil

Influência e falta de articulação
Integrante da tropa que apoia o presidente Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) acusou, no início do mês, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de ser o maior responsável pela falha na articulação entre Executivo e Legislativo. Frota também chegou a confessar que odiava a ala ligada ao escritor e guru do governo, Olavo de Carvalho. Para ele, Olavo tem muito espaço e só “diz coisas absurdas”.

Alexandre Frota Alexandre Frota / Luis Macedo/Câmara

Ministro do Turismo é denunciado
A deputada federal Alê Silva (PSL-MG) foi a primeira congressista a relatar às autoridades a existência do esquema de laranjas do PSL nas eleições de 2018 de Minas Gerais, envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Por conta disso, a parlamentar afirmou ao jornal “A Folha de S. Paulo” que Marcelo Álvaro a teria ameaçado de morte. No dia 10 deste mês, Alê pediu proteção policial. O ministro nega as acusações e disse que ela está fazendo campanha “difamatória”.

Alê Silva Alê Silva / Najara Araújo/Câmara

Salário mínimo
Depois de avaliar a proposta da atual gestão de reajustar o salário mínimo de 2020 apenas pela inflação, sem considerar a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, o líder do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – no Senado, Major Olímpio (SP), disse, na última semana, acreditar que o governo “vai tomar um cacete e pedir desculpas” pela nova política.

Major Olímpio Major Olímpio / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Provocação ao Congresso
Posts publicados no dia 21 de março pelo verador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, provocaram o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocando em risco toda a articulação do governo para a aprovação da reforma da Previdência no Congresso. Maia é fiador da proposta na Casa e, se quisesse, poderia prejudicar a tramitação do texto.

Carlos Bolsonaro Carlos Bolsonaro / Renan Otaz/CMRJ

Militares covardes
O escritor Olavo de Carvalho – considerado o guru do governo Bolsonaro – dedicou o mês de março para espezinhar militares da equipe do presidente. Em um evento em 16 de março, durante a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, Olavo afirmou que o presidente não deveria confiar nos que o rodeiam, uma vez que “aquele bando de milico que o cerca é tudo um bando de cagão”. Na ocasião, o escritor também chamou o vice, Hamilton Mourão, de “idiota”.

Olavo de Carvalho Olavo de Carvalho / Vivi Zanatta/Folhapress

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