Em mensagem de Páscoa, Papa cita Sri Lanka e pede paz

Por Ansa

O papa Francisco presidiu neste domingo (21) a missa de Páscoa, a mais importante do ano para os cristãos, na Praça São Pedro, no Vaticano.

O líder católico também proferiu a tradicional mensagem "Urbi et Orbi" ("À cidade de Roma e ao mundo", na tradução do latim), na qual orou pelo fim das guerras no mundo, pela paz no Oriente Médio e na África, pela "construção de pontes, e não muros", pelo fim das corridas armamentistas e pela caridade aos sem-teto e imigrantes.

O Papa fez um apelo para o fim da violência na Líbia, na Síria e no Iêmen, países que atualmente enfrentam guerras internas e confrontos. "Que Deus seja esperança para o amado povo sírio, vítima de um conflito que perdura", disse o Papa. "Uma oração particular à população do Iêmen, especialmente às crianças, atingidas pela fome e pela guerra. Que as armas também parem de ensanguentar a Líbia", afirmou Francisco.

Na mensagem, o Papa também pediu novamente paz no Oriente Médio, continente que ele definiu como "dilacerado por divisões e tensões". "Que a luz da Páscoa ilumine todos os governantes e os povos do Oriente Médio, começando pelos israelenses e palestinos", comentou, falando também do seu "desejo de reconciliação" no Sudão do Sul, em Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões.

"Meus pensamentos vão também ao Sudão do Sul, que está atravessando um momento de incerteza política e onde desejo que todas as instâncias possam encontrar voz, e que alguém possa consentir que o país encontre a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar que tanto aspira há um longo tempo", ressaltou.
Francisco ainda fez um apelo geral para a construção de "pontes", e "não muros", nas sociedades, além de pedir solidariedade a imigrantes, sem-teto e pessoas que passam fome pelo mundo.

"Diante de tanto sofrimento na nossa época, que o Senhor da vida não tenha frieza e indiferença. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, doando sua paz, faça cessar o rugido das armas, tanto nos contextos de guerra quanto das nossas cidades, e inspire os líderes das nações para colocarem fim à corrida armamentista e à preocupante difusão das armas, principalmente nos países economicamente mais avançados", disse o Papa.

Referindo-se à América do Sul, Francisco citou a crise na Venezuela, onde, segundo ele, "tantas pessoas estão privadas das condições mínimas para conduzir uma vida digna e segura devido a uma crise que perdura e se aprofunda". "Que o Senhor dê aos que são responsáveis pela política a capacidade de colocar fim às injustiças sociais, aos abusos e as violências", pediu.

Diante do massacre cometido hoje no Sri Lanka, com uma série de ao menos oito atentados contra igrejas e hotéis que deixaram mais de 200 mortos, Francisco enviou uma mensagem especial ao país. "Recebi com tristeza e dor a notícia dos graves atentados que, justamente hoje, dia de Páscoa, levaram luto e dor a algumas igrejas e locais sagrados no Sri Lanka.

Desejo manifestar a minha afetuosa proximidade à comunidade cristã, atingida enquanto rezava, e a todas as vítimas desta cruel violência", afirmou. Sob um forte esquema de segurança, milhares de fieis enfrentaram longas filas para assistir às celebrações de Páscoa conduzidas pelo argentino Jorge Mario Bergoglio. De acordo com a Santa Sé, mais de 70 mil pessoas compareceram neste domingo ao Vaticano.


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