Associação atuava como imobiliária clandestina na Muzema

Por METRO Jornal Rio e Band

Presidente da Associação de Moradores da Muzema, onde dois prédios desabaram na última sexta-feira no Rio, Marcelo Diniz Anastácio da Silva foi ouvido ontem na 16a DP (Barra da Tijuca), onde chegou por volta de meio-dia. Segundo as investigações, o local funcionava como imobiliária clandestina. A polícia quer saber quem construiu os prédios e para quem os moradores pagaram pelos apartamentos nos edifícios erguidos irregularmente na região, controlada por milicianos.

Diniz, que é ex-sargento da Brigada de Infantaria do Exército, já havia sido intimado na terça-feira, mas a advogada dele apresentou atestado médico. O depoimento que ele prestou ontem à delegada Adriana Belém durou quase seis horas. “Estou disposto a ajudar no que for possível. Estou muito sentido por tudo”, declarou ele, ao sair da delegacia. Ele, porém, não disse por que não foi mais visto na comunidade desde o dia do desabamento. Já a advogada dele, Vanessa Lopes, disse “que as autoridades estão esclarecendo o caso”.

Por volta das 15h, um funcionário da associação de moradores foi à 16a DP levando uma pasta com documentos. Ele deixou o material e foi embora.

Na tarde de ontem, investigadores voltaram à comunidade da Muzema para tentar falar com sobreviventes e moradores vizinhos aos prédios que desabaram. Mas eles se recusam a prestar depoimento, por medo de milicianos, segundo os agentes.

Mais cinco corpos

Mais cinco corpos foram encontrados, ontem de manhã, sob os escombros dos dois prédios que desabaram. Entre eles, o de Ana Flávia Pereira, 34 anos, e o filho dela, Fábio Augusto, 2. Já são 16 as vítimas. Oito pessoas estão desaparecidas.  

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