Um mês de confusão: falta de orientação clara deixa passageiros perdidos após desembarque em Congonhas

Por Metro Jornal

Depois de um mês de mudanças implantadas pela Prefeitura de São Paulo no tráfego de veículos na região do aeroporto de Congonhas (zona sul), nem passageiros de avião nem motoristas sabem direito para onde ir após o desembarque.

A prefeitura desviou para o piso inferior carros particulares e de apps que vão buscar passageiros, deixando o piso superior só para táxis e para quem vai levar alguém ao aeroporto. Ainda há confusões provocadas pela falta de sinalização das novas normas.

Aeroporto de Congonhas Faixa no túnel que leva ao aeroporto / André Porto/Metro

“Estávamos esperando um Uber e não sabíamos que tinha que ser lá embaixo”, disse o assistente jurídico André Farina, 35 anos, no piso superior. “Não tem orientação nenhuma”, afirmou sua mãe, Darlene Farina, 62 anos.

“O aplicativo e os funcionários falam para ir lá para baixo, mas o motorista do Uber disse que veio por cima e eu fico perdido nisso tudo. Acho que ele até me deixou”, disse o engenheiro José Alexandre, 45 anos.

Quem está dirigindo também encontra dificuldades. Ou vão para o lugar errado, ou se deparam com mais trânsito e confusão no piso inferior. “Estamos aqui há um tempo, porque ele foi lá em cima e agora está dando a volta” disse a gerente Jéssica Magalhães, 21 anos. Ela estava com a família esperando um conhecido ir buscá-los. Já a analista Liliane Freitas contou: “Minha irmã que está vindo me buscar e não consegue chegar por causa do trânsito para entrar aqui embaixo”.

Apesar de avisos sobre as novas orientações de trânsito terem sido colocados nas entradas das vias pela prefeitura, eles não explicitam com clareza para onde carros de passeio e de aplicativos devem ir para buscar passageiros.

Dentro do aeroporto há a sinalização promocional de aplicativos, mas passam quase despercebidas pelos que desembarcam. “Os táxis ficam lá em cima bem colocados. Onde se pega a mala, tem um adesivo no chão mostrando o caminho para o Uber, mas poderia ter mais informação” disse o advogado José Mauro de Oliveira 37 anos.

Aeroporto de Congonhas Placas no saguão não indicam novas regras / André Porto/Metro
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