Bolsonaro não é o primeiro a conceder o passaporte diplomático a Edir Macedo; entenda

Por Metro Jornal

A internet foi tomada por reações positivas e negativas à portaria do Ministério das Relações Exteriores, que concedeu passaportes diplomáticos para Edir Macedo e sua esposa, Ester Eunice Rangel Bezerra. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15).

Favoráveis e contrários ao governo de Jair Bolsonaro foram às redes sociais defender ou cobrar explicações sobre o documento especial, com duração de três anos. O passaporte diplomático da privilégio nas filas de aeroportos e despacho de bagagens e permite até entrada em diversos países sem o visto.

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Esta não é a primeira vez, porém, que o líder da Igreja Universal do Reino de Deus tem o documento concedido pelo governo. A primeira emissão ocorreu durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006, sendo renovado por Dilma Rousseff (PT) em 2011. Já o governo de Michel Temer (PSDB) não renovou o privilégio do religioso e de sua esposa.

O decreto que versa sobre passaportes diplomáticos (5.978, de 2006) lista dez situações que dão direito ao documento especial – Edir Macedo e sua esposa não se encaixam em nenhum. O artigo 6º da medida, porém, destaca que mediante autorização do Ministério das Relações Exteriores, é possível garantir o passaporte diplomático a qualquer pessoa que seja “interesse do país”.

Na portaria publicada nesta segunda, a justificativa para a renovação do passaporte diplomático para Edir Macedo e Ester Eunice Rangel Bezerra é de que os dois poderão “desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

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