Datafolha: brasileiro se divide ao avaliar os três primeiros meses de Bolsonaro

Por Metro Jornal

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (7) mostra que o brasileiro está dividido na avaliação dos três primeiros meses de governo de Jair Bolsonaro. Comparado ao mesmo período de outros presidentes em primeiro mandato desde a redemocratização de 1985, o atual líder do executivo tem o pior resultado.

A pesquisa aponta que 30% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro “ruim ou péssimo”. Outros 33% apontaram como “regular” e 32% disseram ser “ótimo ou bom”. Por fim, 4% não souberam opinar.

Foram ouvidas 2.086 pessoas em 130 municípios entre os dias 2 e três de abril. A margem de erro apontada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Bolsonaro perde em popularidade nos três primeiros meses do primeiro mandato para Fernando Collor (1990, 36% de “ótimo ou bom”), Itamar Franco (1992, 34% de “ótimo ou bom”), Fernando Henrique Cardoso (1995, 39% de “ótimo ou bom”), Lula (2003, 43% de “ótimo ou bom”) e Dilma Rousseff (2011, 47% de “ótimo ou bom”).

Se forem considerados os três primeiros meses dos segundos mandatos de FHC e Dilma, Bolsonaro começa sua gestão com uma avaliação mais positiva. Cardoso tinha 21% de “ótimo ou bom” em 2001, enquanto Dilma contava com apenas 13%. Já Lula ampliou a popularidade no início do segundo mandato, chegando a 48% de “ótimo ou bom”.

A desaprovação de Jair Bolsonaro é pior na região Nordeste do país. Por lá, 39% responderam achar os três primeiros meses do governo “ruins ou péssimos”. A região Sudeste vem em seguida com 30%, seguido das regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, com 22%.

Expectativa

Apesar dos índices mais negativos, Bolsonaro ainda possui expectativas positivas de 59% da população que, após os três meses de governo, acredita que o futuro da gestão será “ótimo ou bom”. Outros 23% responderam “ruim ou péssimo”, 16% “regular” e 2% não souberam.

Comparado aos petistas, porém, o presidente atual apresenta expectativa menor – em 2003, Lula tinha 76% de crença em um governo “ótimo ou bom” e Dilma apresentava 77% da mesma expectativa em 2011. Ele vence FHC, que em 1995 tinha 48% de crédito entre os brasileiros para entregar um governo positivo.

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