Edifício Martinelli completa 90 anos com planos de reabertura do terraço

Por Metro Jornal

Um dos prédios mais emblemáticos da história de São Paulo, o edifício Martinelli, localizado no centro, completa 90 anos em 2019. Não se sabe o dia exatamente em que foi inaugurado, mas a Prefeitura de São Paulo decidiu presenteá-lo neste mês para dar início às comemorações.

Fechado desde 2017 para reparos, o terraço do edifício será reaberto para visitações guiadas e gratuitas aos sábados ainda em abril, como era até 2016. Conhecido como Mirante Martinelli, o 25º andar do prédio é um dos principais pontos turísticos da cidade e proporciona vista panorâmica de São Paulo. No topo, seu idealizador, Giuseppe Martinelli, construiu um palacete de cinco pavimentos, totalizando 30 andares.

Veja fotos do Edifício Martinelli:

Além da reabertura ao público (inicialmente só aos sábados), a prefeitura planeja lançar ainda neste mês um edital para conceder o terraço à iniciativa privada.

O novo administrador deverá fazer reformas e transformar o mirante em espaço de lazer com restaurante, lojas, cafeteria, exposições sobre a história do local e apresentações culturais.

O projeto foi batizado de Observatório Martinelli e prevê que os horários de visitação sejam expandidos. A ideia é permitir subidas ao terraço todos os dias por meio de ingressos, e não apenas aos sábados.

O Martinelli foi construído entre 1924 e 1929, com 25 andares. Foi considerado o prédio mais alto do Brasil até 1947, quando foi inaugurado seu vizinho, o antigo edifício do Banespa – agora chamado de Farol Santander -– com 35 andares.

O edifício é um marco do início da verticalização paulistana e reflexo de um período de grande crescimento econômico de São Paulo, durante a década de 1920.

O prédio já recebeu diversas destinações ao longo dos anos e hoje abriga repartições públicas e unidades do sindicato dos bancários e da Caixa Econômica Federal.

Primeiro arranha-céu de São Paulo

Giuseppe Martinelli foi um imigrante italiano que fez fortuna com a exportação de café e tinha a pretensão de construir o primeiro arranha-céu do país. O projeto inicial do edifício batizado com seu nome tinha apenas 12 andares, mas Martinelli foi aumentando o projeto até chegar a 30.

O espaço já sediou cassinos, lojas, cinemas, boates e hotel de luxo. Nas décadas de 1960 e 1970, o prédio entrou em decadência e foi ocupado por famílias sem-teto, até ser desapropriado pela prefeitura em 1975 e reaberto após ser restaurado em 1979. METRO

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