'Boa notícia' gera apreensão e alívio na Ford; atividades são retomadas

Por Metro ABC

A divulgação de um acordo, revelado pelo jornal O Estado de São Paulo, entre a Caoa e a Ford sobre a possibilidade de a empresa brasileira assumir a montagem de caminhões da marca na fábrica de São Bernardo gerou ao mesmo tempo euforia e apreensão entre os trabalhadores.

A possibilidade de a fábrica não fechar – como a Ford anunciou em fevereiro – gera alívio para parte dos empregados. Isso porque o plano da Caoa seria assumir apenas a produção de caminhões. A linha de montagem do Fiesta Hatch seria desmanchada.

“Por enquanto, sabemos apenas que existe a intenção de compra. Nada está definido. É muita especulação. Os funcionários são treinados para trabalhar com a montagem de carros e de caminhões. Se um dos departamentos fechar, também teremos pessoas desempregadas. Tudo vai depender da intenção de quem comprar”, disse Eduardo Soares, técnico administrativo da Ford.

A Caoa, empresa distribuidora das marcas Ford, Subaru, Hyundai e Chery no Brasil, deve assinar, nos próximos dias, um acordo para assumir a compra da unidade da Ford de São Bernardo.

Em fevereiro, quando foi anunciado o fechamento da fábrica, que poderia deixar 3 mil pessoas sem emprego, o governador João Dória (PSDB) declarou que encontraria um comprador para o local. Entretanto, o governo não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Outras partes envolvidas na negociação, como o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Ford e a Caoa também não se pronunciaram sobre a compra.

Atividades retomadas

Os trabalhadores da Ford em São Bernardo retomaram suas atividades na terça-feira (2) pela manhã, após 42 dias de paralisação. A pausa ocorreu logo depois que foi anunciado o fechamento da unidade.

A indefinição sobre o futuro dos funcionários interfere na negociação que o sindicato estava realizando com as empresas em relação aos contratos que podem ser encerrados. Questões como a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a data-base e o valor das indenizações estavam em pauta.

Os metalúrgicos estavam trabalhando três dias por semana no local antes do anúncio da paralisação. No retorno, agora serão dois dias, o necessário para produzir 1,7 mil automóveis (Fiesta) e 843 caminhões até o fechamento da planta. METRO abc

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