Reconstrução de estação brasileira de pesquisas na Antártida entra na fase final

Por Felipe Garraffa e Henrique Pereira - Grupo Bandeirantes

O Brasil vai ganhar uma nova base de pesquisas na Antártida, o continente gelado, no Polo Sul. A estação Comandante Ferraz está sendo reformada desde 2012, quando um incêndio destruiu a base que existia e deixou duas pessoas mortas. As obras devem terminar neste ano, e a inauguração está prevista para janeiro do ano que vem.

O Grupo Bandeirantes foi convidado para uma visita, em conjunto da Marinha brasileira, para conhecer a nova base. A expedição virou uma série, que está sendo exibida nos programas da TV e Rádio Bandeirantes. A estação servirá de base para cientistas brasileiros.

A Antártida influencia diretamente na dinâmica climática do Brasil, o que justifica o interesse em monitorar a região. No entanto, pouco se sabe sobre as espécies animais e vegetais que habitam o continente. Cientistas acreditam que essas espécies únicas podem ajudar no aprimoramento da agricultura – a partir de estudos sobre a resistência das plantas à geadas – e de medicamentos. Alguns estudiosos acreditam que a cura para o câncer pode estar escondida nas espécies vegetais do Polo Sul.

A nova estação

A base brasileira na Antártida foi metade construída na China e a outra parte no Polo Sul. Já foram instalados os sistemas de energias limpas e uma antena de internet para melhorar a comunicação com o Brasil.

Até abril, o sistema de dessalinização da água do mar deve entrar em funcionamento, para que seja possível o abastecimento na estação durante o inverno. O aprimoramento dessa tecnologia também será útil para os brasileiros, pois o sistema poderá ser usado para levar água para as regiões mais secas do país.

O gasto com a construção da nova estação já é de quase R$ 500 milhões, mas o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou ao Grupo Bandeirantes que o retorno do investimento para o Brasil deve ser rápido.

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