‘Vi o tumulto e já imaginei que meu filho estava morto’, diz mãe de aluno da Raul Brasil

Por Metro Jornal

Era hora da merenda na Raul Brasil quando a dupla invadiu a escola. Após os primeiros tiros, a merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes, 54 anos, abriu a porta da cozinha e abrigou as crianças, evitando que a tragédia fosse ainda maior.

“Colocamos o maior número de crianças para dentro. Foi tenso, mas tivemos que manter a calma porque as crianças estavam ali, mas é desesperador. Você também entra em pânico.”

O estudante José Vitor Lemos, 18 anos, escapou dos disparos, mas foi atingido por uma machadinha lançada pelos atiradores. Mesmo com a arma branca fincada no ombro, ele conseguiu correr por 300 metros até o hospital Santa Maria em busca de ajuda.

O jovem passou por uma cirurgia que durou cerca de 90 minutos e evolui bem, segundo a equipe médica, que não detectou nenhuma lesão grave.

“A escola me ligou por volta das 10h pedindo que eu fosse até lá, mas eu achei que fosse uma coisa besta, como uma torção de perna. Quando eu estava chegando e vi o tumulto, imaginei que meu filho estava morto”, contou a mãe Sandra Regina Ramos, 49 anos. Ela diz que ficou horas sem poder ver o filho, aguardando liberação médica. “Estou tranquila, mas de coração partido pelas vítimas.”  

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo