Mulheres do MST bloqueiam trem da Vale em protesto por Brumadinho e Marielle

Por Metro Jornal

Manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) bloquearam a passagem de um trem da Vale nesta quinta-feira, 14, em protesto contra o rompimento da barragem de Brumadinho (MG) e o um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

O ato ocorreu em Sarzedo, município vizinho de Brumadinho na região metropolitana de Belo Horizonte. O trem da Vale passa diariamente pela cidade transportando minério de ferro extraído do quadrilátero ferrífero de Minas.

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Nesta quinta-feira, o número de mortos na tragédia em Brumadinho subiu para 203, informou a Defesa Civil de Minas Gerais. Outras 105 pessoas ainda estão desaparecidas.

Segundo o MST, cerca de 400 mulheres participaram do ato com objetivo de denunciar "a violência da mineração predatória contra as mulheres; a ameaça ao abastecimento de água à população gerada pelas mineradoras e sua total irresponsabilidade ambiental, além da sonegação da previdência e o não pagamento dos impostos sobre a extração mineral".

O grupo alega que a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), pago pelas mineradoras aos municípios para garantir a exploração, não corresponde ao desenvolvimento da região, tornando-a "dependente" de um "modelo de mineração estritamente vinculado à lógica capitalista".

Durante o ato, a Polícia Militar foi acionada e houve confronto com os manifestantes. Veículos de imprensa reportaram cerca de 10 feridos.

A mineradora, em resposta à reportagem, informou que a ferrovia onde se deu o protesto pertence à concessionária MRS Logística S.A., que tem a Vale como uma das acionistas.

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