Julgamento do caso do menino Bernardo continua nesta terça; pai e madrasta são acusados de assassinato

Por Metro Porto Alegre

O júri do Fórum de Três Passos (RS) retoma nesta terça-feira (12) o julgamento dos quatro acusados de assassinar o menino Bernardo Boldrini, morto há quase cinco anos.

O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, é acusado pela Polícia Civil e pelo MP (Ministério Público) de ter arquitetado o crime. O inquérito argumenta que ele teria recebido ajuda da mulher e madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini. Edelvânia Wirganovicz confessou ter recebido dinheiro da amiga para ajudá-la a preparar a cova do menino, e Evandro Wirganovicz teria auxiliado a irmã nesse processo.

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Primeiro dia

O julgamento dos quatro réus acusados de matar o menino Bernardo Boldrini, em 2014 – então com 11 anos –, foi iniciado na segunda sob forte esquema de segurança. A rua onde fica o Fórum de Três Passos, no noroeste gaúcho, foi isolada. Jurados e testemunhas foram isolados completamente, e estão impedidos até de acessar as redes sociais.

A madrasta e Edelvânia foram as primeiras a entrar no Fórum. Leandro e Evandro chegaram depois. Sentada na primeira fileira durante a sessão, Edelvânia chorou. Leandro e Graciele ficaram próximos, mas não conversaram.

Durante a sessão, que começou às 9h30 e prosseguiu até cerca de 21h, duas delegadas que cuidaram do caso foram ouvidas e inquiridas pelos advogados que defendem os réus. A delegada Caroline Bamberg Machado disse que a opinião geral na cidade era de que Bernardo sofria com o abandono e o desafeto do pai. “Vários depoimentos nesse sentido” comprovam a ideia, de acordo com Caroline. Ela afirmou que Leandro teve uma reação fria quando soube da morte do filho. “Quero provas”, teria dito, conforme a depoente. A defesa rebateu dizendo que a reação do pai foi compatível, mas acabou não sendo informada pela delegada.

A seguir, a delegada Cristiane Moura testemunhou. Ela reforçou a fala de Caroline, apontando que a hipótese de assassinato prevaleceu devido aos depoimentos dando conta do abandono e descaso do pai e da madrasta em relação a Bernardo. “E a minha vida continua”, falou Leandro Boldrini quando ouviu da delegada que havia poucas chances de encontrar o filho vivo, conforme a depoente. Nos próximos dias, as testemunhas que irão depor deverão abordar pontos mais específicos do caso.

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