Dia Internacional da Mulher: Cresce número de mulheres desbravando a ciência

Por Metro Campinas

Há alguns segmentos em que o homem ainda é maioria. E um deles é o da ciência. Segundo dados da Unesco, as mulheres são metade da população mundial, mas representam apenas 28% de cientistas e pesquisadoras em todo o mundo. Esse índice tende a ser mais baixo quando afunila para a área de exatas.

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Os dados mostram que ainda há um mundo a ser desbravado pelas mulheres. Primeira mulher a assumir o Departamento de Física da Unicamp, Carola Dobrigkeit Chinellato, diz que há uma lenda de que homens devem ocupar cargos de exatas, e isso acaba causando receio nas mulheres. “Falta divulgação do que as mulheres são capazes de fazer. Em 118 anos, apenas três mulheres ganharam o Prêmio Nobel de Física”, disse ela. A professora ressaltou que as meninas se sentem representadas quando veem uma professora de física. “Mas ainda temos que fazer mais barulho para que mais mulheres se sintam interessadas em se envolver na ciência”, disse ela.

Carola disse que durante a sua trajetória profissional enfrentou muitas dificuldades para assumir cargos de chefia devido ao gênero. “Fui a primeira professora a chegar no topo da carreira. Fui a primeira mulher a assumir o departamento (2002). E o Instituto de Física tem 53 anos”, diz ela.

A discriminação é retratada em números. Segundo o Instituto Gênero e Número, os homens atingem a liderança antes dos 24 anos, e são maioria a partir dos 55 anos. Já as mulheres são líderes somente a partir dos 45 anos.

“Nós nos autossabotamos pois somos induzidas a acreditar que determinadas carreiras e cargos são masculinos”, disse Carola, que venceu preconceitos e abriu o caminho para outras mulheres.
Nova geração

A nova geração de mulheres cientistas já está atuando. Juliana Davoglio Estradioto, de 18 anos, é uma das promessas. A estudante já faturou 11 prêmios científicos nacionais e internacionais, mais de 30 menções e votos de congratulações e se tornou a mais jovem brasileira da história a ser selecionada a acompanhar uma cerimônia do Prêmio Nobel.

Todas essas premiações não vieram à toa. Juliana desenvolveu três projetos científicos: plástico biodegradável, efluentes têxteis e uma pesquisa a partir do reaproveitamento da casca da macadâmia. Para ela, está nas mãos das jovens cientistas a meta de derrubar as barreiras. “Temos de pensar em ocupar esse espaço para sermos o exemplo que não tivemos”, diz a jovem.

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