Na contramão, Scania prevê alta de 20%; montadora emprega 4,6 mil em São Bernardo

Por Vanessa Selicani - Metro ABC

Seis dias após o anúncio da Ford de que deixará de produzir caminhões e fechará sua fábrica em São Bernardo, a Scania mostra seguir forte no segmento. A montadora, também localizada na cidade do ABC, projeta vender até 20% mais os veículos pesados neste ano.

A empresa investiu em 2018 cerca de R$ 340 milhões na modernização da fábrica para atender sua nova geração de caminhões. De acordo com a montadora, foram vendidas 3.000 unidades dos modelos em apenas quatro meses.

A estimativa positiva para este ano foi divulgada na segunda-feira (25). A Scania diz acreditar que a retomada da economia aquecerá o mercado de caminhões. “Outro ponto fundamental para nossa projeção positiva é a previsão de nova safra recorde, o que já está contribuindo para o aquecimento da compra de caminhões, especialmente de pesados. O agronegócio continuará protagonista. Já foram encomendadas mais de 1 mil unidades da nova geração para o transporte de grãos em 2019”, afirma o diretor comercial da Scania no Brasil, Silvio Munhoz, em comunicado.

A única fábrica da montadora no país está localizada em área de 350 mil metros quadrados na Vila Euro, em São Bernardo. A Scania está na cidade desde 1962 e emprega atualmente 4.600 funcionários. A produção é focada em caminhões, ônibus e motores. A capacidade atual de produção é de 30 mil unidades por ano.

Ford

A decisão da Ford de deixar de produzir caminhões e abandonar a cidade surpreendeu na terça-feira passada o setor.  Em comunicado, a empresa disse se tratar de reestruturação global após várias tentativas de tornar o negócio lucrativo e sustentável.

A empresa mantém hoje 2.800 funcionários diretos e 1.500 terceirizados em São Bernardo.

Os trabalhadores estão paralisados desde o anúncio na terça-feira. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realiza hoje nova assembleia para definir os rumos das negociações. A entidade promete greve e quer negociar com a matriz nos Estados Unidos para reverter a decisão. O ato hoje está marcado para as 7h. Em seguida, os metalúrgicos prometem passeata pelas ruas da cidade.

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