Mãe do jogador Daniel desabafa em primeira audiência sobre assassinato do filho: 'quero ver a cara deles'

Três pessoas prestaram depoimento ontem e mãe do jogador será ouvida nos próximos dias. Juíza vai decidir se réus vão a júri popular

Por Metro Curitiba

“Quero ver a cara deles, olhar bem no fundo dos olhos deles e saber como eles tiveram coragem de fazer isso”. Foi com essa frase que a mãe do jogador Daniel Corrêa Freitas, Eliane Aparecida Corrêa Freitas, chegou no início da tarde de ontem ao Fórum de São José dos Pinhais para o primeiro dia da audiência de instrução do processo do assassinato de seu filho, no dia 27 de outubro do ano passado.

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O primeiro dia da audiência teve poucos depoimentos, que foram acompanhados pelos sete réus no processo, incluindo o comerciante Edison Brites, de 38 anos, a mulher dele, Cristiana Brites, 35, e a filha do casal, Alana, de 18 anos. Daniel foi espancado na casa da famiília e seu corpo foi encontrado em uma área de mata em São José dos Pinhais.

“Eles tentaram me enganar, me oferecer ajuda. Quero ver se têm coragem de olhar na minha cara”
Eliane Freitas, mãe de Daniel

O primeiro a ser ouvido ontem pela juíza Luciani Regina Martins de Paula foi Lucas Mineiro, amigo de Daniel que estava na casa dos Brites no momento do crime. Primeira testemunha de acusação ouvida no inquérito, ele disse ontem que Alana e Cristiana não participaram das agressões. Segundo a testemunha, Ygor King e David Vollero, outros dois réus, ajudaram Edison Brites a agredir Daniel.

Também foram ouvidos o delegado do caso, Amadeu Trevisan, e duas testemunhas sigilosas. A audiência será retomada às 9 horas de hoje. A defesa dos Brites arrolou 48 testemunhas, e o Ministério Público do Paraná outras 14, entre elas a mãe de Daniel, a tia e a ex-mulher dele. Ao fim da audiência, que deverá se estender pelos próximos dias, a juíza decidirá se os sete réus irão ou não a júri popular.

Audiência julgamento jogador Daniel Alana Brites chega para o primeiro dia da audiência de instrução no Fórum de São José dos Pinhais / Ernani Ogata/Folhapress

O crime

Daniel tinha 24 anos e foi morto depois de participar da festa de aniversário de 18 anos de Alana Brites, na noite de 26 de outubro, em uma casa noturna em Curitiba. Depois da festa, os participantes seguiram para a casa dos Brites, no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais.

Já na manhã de sábado, Daniel tirou fotos de Cristiana dormindo e enviou para um amigo. Ele teria sido flagrado por Edison Brites, que passou a agredi-lo. Segundo Brites, Daniel tentou estuprar Cristiana. O jogador teve o pênis decepado e morreu por degolamento.

Edison, King, Vollero e Eduardo Henrique da Silva viraram réus por homicídio triplamente qualificado; Cristiana, por homicídio qualificado, e Alana por fraude processual, coação de testemunha e corrupção de adolescente. Outra jovem é ré por denunciação caluniosa e corrupção de adolescente.

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