Parentes acusam policiais militares por morte de criança de 11 anos

Por Band

Na porta do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na zona norte, a família chorava. Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, foi baleada com um tiro que perfurou o tórax, na frente do bar da mãe, em Triagem, na mesma região, e não resistiu. Moradores e a Polícia Militar têm versões diferentes para o tiroteio que causou a morte da menina, que já chegou sem vida ao hospital.

Familiares e vizinhos afirmam que PMs, à paisana, chegaram atirando. “Eles chegaram dando tiro. Não tem esse negócio que não teve. Teve sim. Era um carro chamado B20, blazer que eles falam, e tinham para mais de seis policiais, porque já tinha outro carro, um normal, e essa blazer”, contou uma moradora que não quis se identificar.

Já a Secretaria de Polícia Militar informou, em nota, que “equipes foram acionadas para checar um roubo de carga em andamento no condomínio Morar Carioca” e que, “ao chegarem ao local, os policiais se depararam com moradores carregando uma criança ferida.”

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A secretaria diz ainda que um suspeito foi encontrado baleado. Ele morreu a caminho da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região. Um segundo homem também foi atingido e socorrido por moradores.

A PM garante que não havia operação policial na localidade e que nenhum agente do 3º BPM (Méier) efetuou disparos de arma de fogo durante o episódio. Mas moradores rebatem: “Está desde quarta-feira passada [dia 6] assim, chegando, dando tiro, mas morador é a primeira vez que é baleado.”

Depois da morte, moradores da região protestaram. Um ônibus foi incendiado e outro, apedrejado. Na avenida Leopoldo Bulhões, uma das principais de Triagem, lixo e objetos foram jogados no meio da rua e incendiados.

Uma viatura blindada da PM foi acionada para a região e a estação Triagem do metrô chegou a ser fechada por alguns minutos por causa da tensão. A Delegacia de Homicídios assumiu as investigações da morte de Jenifer.

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