Jovem que teve 'ladrão e vacilão' tatudo na testa após acusação de roubo é preso de novo

Por Cadu Proieti/Metro ABC

Ainda com marcas no rosto, o jovem Ruan Rocha da Silva, 18 anos, que em 2017 teve tatuada à força na testa a frase “sou ladrão e vacilão”  após ser acusado de furtar uma bicicleta, foi preso na noite de quarta-feira (13) pela segunda vez após a tortura sofrida há dois anos.

Segundo o boletim de ocorrências, ele, que mora no Jardim Ipê, em São Bernardo, entrou escondido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Silvina e foi até o depósito de material de limpeza, onde também ficam guardados os pertences de alguns funcionários do posto de saúde.  O histórico da ocorrência diz que uma trabalhadora o encontrou no local mexendo nos armários, gritou por socorro e conseguiu segurá-lo. O vigia do equipamento acionou a GCM (Guarda Civil Municipal).

Ao ser revistado pelos agentes municipais de segurança, foi encontrado com  ele o celular de uma das funcionárias do equipamento médico e R$ 20,30 que as trabalhadoras disseram ser delas. Ruan também vestia a blusa que uma das servidoras afirmou ser dona.

Diante da acusação das testemunhas, o jovem foi preso por furto. Na delegacia, foi estipulado o valor de um salário mínimo (R$ 998) para fiança. Até a conclusão desta edição, a reportagem não tinha a confirmação de que o valor tinha sido pago.

Em março do ano passado, Ruan foi detido após ser flagrado tentando furtar cinco frascos de desodorantes de um mercado em Mairiporã, cidade da Grande São Paulo onde ele fazia tratamento contra dependência química. Em outubro do mesmo ano, deixou a clínica onde recebia acompanhamento psicológico e voltou para São Bernardo.

Tatuagem

Quando tinha 16 anos, em junho de 2017, Ruan sofreu tortura de dois homens que o acusaram de ter furtado uma bicicleta. Na ocasião, eles tatuaram a força a frase “sou ladrão e vacilão” na testa dele. O jovem ainda disse que foi amarrado e teve o cabelo cortado.   

O tatuador Maycon Wesley dos Reis, 28 anos, foi condenado a três anos de regime semiaberto por crime de lesão corporal gravíssima e quatro meses e 15 dias por constrangimento ilegal.

Já o pedreiro Ronildo de Araújo, 30 anos, recebeu pena de três anos e seis meses em regime fechado em decorrência do crime de lesão corporal gravíssima e cinco meses e sete dias de detenção, em regime semiaberto, por constrangimento ilegal.

Uma vaquinha on-line ajudou Ruan a apagar parcialmente a tatuagem.

tatuagem ladrão e vacilão Reprodução

 

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