Tá esquisito sem ele

Por Luiz Rivoiro, Metro Jornal

Nunca trabalhei com o Boechat. Tampouco fui seu amigo, embora nutrisse enorme admiração pelo seu trabalho, senso crítico e, sobretudo, bom humor. Ainda que estivéssemos no mesmo grupo de comunicação (a Bandeirantes, eu no Metro, ele na Band), quis o destino (ou a geografia) que não nos encontrássemos, já que ele dava expediente no Morumbi e eu em Pinheiros, uma galáxia de distância em termos paulistanos.

Conto isso para explicar que quem escreve aqui não é o jornalista, mas o ouvinte. E, como tal, tomo emprestado de tantos outros fiéis ouvintes de Boechat duas das mais significativas definições a seu respeito que ouvi nessas últimas horas, da recepcionista ao garçom,  do táxista à minha vizinha, de muitos que aguardavam na fila do seu velório no Museu da Imagem e do Som de São Paulo: “Ele falava exatamente aquilo que a gente queria dizer”. E outra: “Boechat era o nosso ‘amigão’ de todas as manhãs. Tá esquisito hoje sem ele”. Pois é, bota esquisito nisso.

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