Rússia condena Testemunha de Jeová por 'extremismo'

Por Ansa

O Tribunal de Oriol, na Rússia, condenou nesta quarta-feira (6) a seis anos de prisão um dinamarquês pertencente às Testemunhas de Jeová por "extremismo" após 10 meses de julgamento. Dennis Christensen, de 46 anos de idade, foi preso junto com outras testemunhas em maio de 2017, durante uma cerimônia religiosa em Oriol, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Moscou, informou a "BBC".

A detenção ocorreu um mês depois que a Corte russa definiu o movimento como uma organização extremista. Na ocasião, os outros religiosos foram libertados. Ainda de acordo com a publicação britânica, as Testemunhas de Jeová anunciaram que têm a intenção de recorrer da decisão. O julgamento de Christensen teve início em abril de 2018 e somente no final de janeiro o Ministério Público pediu a condenação de seis anos e meio de prisão. Ele afirma não ter cometido nenhum crime. Em abril do ano passado, o Ministério da Justiça da Rússia condenou e suspendeu todas as atividades religiosas das Testemunhas de Jeová definindo a organização como "extremista".

Além disso, ordenou o confisco de propriedades da organização no país, onde o grupo tinha quase 400 entidades.

As organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, acusam as autoridades russas de perseguirem os religiosos. É estimado que há mais de 170 mil testemunhas de Jeová no país. Os religiosos fazem parte de uma organização internacional, criada nos Estados Unidos, que compartilha preceitos de outras correntes do cristianismo, mas sua crença é baseada em uma interpretação própria da Bíblia, na qual seus fiéis não creem no poder de Jesus Cristo.

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