Com medo de fechamento de fábricas, trabalhadores da GM fazem assembleia em São Caetano

Por Metro ABC

Os funcionários da GM (General Motors) de São Caetano realizam assembleia nesta segunda-feira (28), às 6h, para deliberação sobre as propostas apresentadas pela empresa ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.

As negociações tiveram início após o presidente da GM Mercosul (Brasil e Argentina), Carlos Zarlenga, anunciar, em comunicado interno aos empregados, a possibilidade de fechar as fábricas da montadora no continente, caso elas não voltem a ter lucro. Em São Caetano, que sedia a primeira unidade da empresa no país, a saída da GM afetaria cerca de 8,5 mil trabalhadores.

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Uma reunião com representantes da montadora, sindicatos e poder público foi feita na terça-feira passada em São José dos Campos, onde a multinacional automobilística mantém uma planta desde 1958. No encontro, foi reiterado o conteúdo da nota enviada aos funcionários.

“Vamos construir uma proposta ponderada, sem que haja a perda de direitos dos trabalhadores”, afirmou Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. Na assembleia de hoje, espera-se a discussão sobre 22 itens.

Em São José dos Campos, onde o sindicato já revelou o teor das propostas, a GM indicou necessidade de redução do piso salarial, mudanças no banco de horas e abertura para terceirização em todos os setores.

A montadora negocia condições também com o setor público, incluindo o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, governo do Estado e União.

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