Santo André volta a sofrer com falta d'água

Por Vanessa Selicani/Metro ABC

Bairros de Santo André voltaram a sofrer com abastecimento irregular de água. Moradores de locais como Parque Miami, Condomínio Maracanã e Jardim Las Vegas relatam dez dias de fornecimento apenas durante a madrugada, o que é insuficiente para encher as caixas d’água.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia responsável pelo abastecimento, reconhece o problema e afirma que ele é causado por envio de água insuficiente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A cidade compra água no atacado da companhia estadual.

A empresa municipal diz que a cidade necessita de 2,2 mil litros de água por segundo para o abastecimento, mas que a Sabesp envia 1,3 mil, pouco mais da metade, principalmente nos períodos da tarde, entre 11h e 14h. Os bairros mais afetados são os que estão localizados em partes altas e distantes dos reservatórios.

“Ela [Sabesp] nos informa que suas adutoras também estão com níveis baixos. Como o consumo é muito alto [durante o calor], não há tempo hábil para os reservatórios da cidade se normalizarem”, informa em nota o Semasa.

A situação é similar a vivida entre 2014 e 2016. Mesmo após o fim da crise hídrica que atingiu o estado de São Paulo, Santo André continuou a receber volume menor de água, o que comprometeu o abastecimento.

A situação se normalizou em 2017, após o prefeito Paulinho Serra (PSDB) assumir a administração e anunciar acordo com a Sabesp.

O Semasa diz que notificou a companhia estadual e aguarda a regularização no abastecimento de água nas próximas 48h. 

A Sabesp nega que o envio de água esteja irregular e afirma que o volume enviado é de 2,17 mil litros por segundo, o que seria suficiente para o abastecimento. A companhia diz ainda que houve rompimento de uma adutora do Sistema Rio Grande na quinta-feira passada, o que interrompeu o fornecimento por 24 horas em Santo André e São Bernardo. Mas afirma que o sistema foi normalizado no fim de semana.

Banho de ‘canequinha’ e louça acumulada na pia

Com água insuficiente na torneira, moradores de Santo André se viram da forma que podem em casa.

Silvia Massura, do bairro Jardim Las Vegas, conta que desde o dia 11 o abastecimento acontece apenas de madrugada. Mas desde sexta, nem isso tem acontecido. “Preciso tomar banhos todos os dias na casa do meu irmão  e também lavo roupa lá. E cozinho somente o essencial com a água do galão que compro”, explica.

Letícia Almeida, moradora do Parque Miami, diz ficar sem água todos os dias na parte da tarde. “O Semasa faz previsões de retorno que nunca se cumprem. Tenho uma bebê de nove meses e não consigo mais cozinhar para ela todos os dias porque não tenho como lavar os alimentos e a louça.”

A situação é parecida com a vivida pelo morador do Condomínio Maracanã, Douglas Pereira da Silva.
“É uma situação muito difícil. Ficamos três dias sem água. Fica impossível manter banheiros limpos e tomar banho.

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