Vale-transporte em São Paulo ficará mais caro para empresas; teto de desconto segue de 6%

Por Metro Jornal

O aumento nas tarifas dos ônibus de São Paulo e do sistema metropolitano – composto pelas linhas do Metrô e da CPTM – vai afetar ainda mais as empresas que pagam o vale-transporte aos seus funcionários. Ao invés de R$ 4,30, a passagem pelo benefício custará R$ 4,57.

Segundo as secretarias municipal e estadual de Transportes, os impostos dos municípios que eram subsidiados pelo governo passarão a ser pagos pelas empresas. Já o teto de 6%, conforme Legislação Trabalhista, não terá alterações.

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Isso significa que, com o custo mais alto, a empresa que paga o vale-transporte terá que desembolsar mais para cobrir o excedente do que é descontado no salário de seu funcionário. Portanto, o trabalhador não é afetado com a diferença no valor da tarifa.

Veja o exemplo abaixo:

  • Um funcionário ganha o salário de R$ 998 (salário mínimo) e usa dois ônibus por dia (R$ 9,14) para ir e voltar do trabalho. Por mês, com a tarifa de R$ 4,30, o gasto seria de R$ 189,20. Pelo vale-transporte, vai custar R$ 201,08. Considerando o desconto de até 6% do vale-transporte no vencimento do funcionário (R$ 59,88), caberia a empresa pagar R$ 141,20. Ou seja, R$ 11,88 a mais do que pagaria se o valor da tarifa em R$ 4,30 e R$ 25,08 a mais se a passagem continuasse a custar R$ 4.

Entenda a mudança

Em datas diferentes, as passagens de ônibus e do Metrô e CPTM (trem) vão subir dos atuais R$ 4 para R$ 4,30, reajuste de 7,5%, acima da prévia da inflação oficial do país em 2018, que ficou em 3,86%.

A tarifa de ônibus vai aumentar na próxima segunda-feira. Já as de trem e metrô no dia 13. Com a diferença nas datas de reajustes, a integração ônibus-trilhos vai subir duas vezes em sete dias: para R$ 7,21 na segunda e, depois, para R$ 7,48.

Nos últimos anos, os aumentos vinham sendo aplicados no mesmo dia. A prefeitura anunciou o reajuste na sexta-feira, dia 28. Na iminência de mudar a gestão estadual, Márcio França (PSB) não divulgou um novo valor para as tarifas.

O governador João Doria (PSDB) disse que os valores estavam acertados e criticou o antecessor por não ter feito o anúncio. Já França disse que sua equipe defendia o reajuste só pela inflação e, por isso, deixou a definição para nova gestão.

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