Plano de saúde ganha nova regra de reajuste; entenda a mudança

Por Metro Jornal São Paulo

A partir de 2019, os planos de saúde individuais familiares terão uma nova fórmula de reajuste. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o índice terá como base a variação das despesas das operadoras nos planos individuais e a inflação oficial, “refletindo, assim, a realidade desse segmento”.

A ANS diz que a fórmula traz outros benefícios, resultando em índices menores de reajuste. Será considerado no cálculo, por exemplo, o ganho de eficiência das operadoras.

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Neste ano, a atual metodologia de reajuste foi questionado na Justiça pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Em junho, uma decisão limitou a alta à inflação na área de saúde, de 5,72%. Mas a ANS conseguiu derrubar a liminar e autorizou um índice de 10%.

O Idec diz lamentar a publicação agora de uma nova metodologia sem a apresentação de simulações, conforme requerido pelo instituto na última audiência pública para tratar do assunto. “Sem a apresentação do real impacto para o consumidor, a discussão sobre o novo cálculo não contou com efetiva participação social”, afirma.

A Abramge, que representa as operadoras, diz que ao longo do tempo a política de reajuste criou desequilíbrios que comprometeram a sustentabilidade do segmento e crescimento da oferta de planos individuais. “A entidade acredita que o novo normativo ainda não equaliza o desequilíbrio, mas pode ser um modelo transitório que oferece mais transparência e segurança para o mercado e seus beneficiários”, afirma.

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