Calor mata toneladas de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio

Por Metro Jornal com Rádio BandNews Rio

O aumento de temperatura na época mais quente do ano no Rio de Janeiro liga o alerta de ambientalistas para as condições da Lagoa Rodrigo de Freitas. Entre quinta (20) e sexta-feira (21), a lagoa amanheceu repleta de peixes mortos.

Ao menos 13,6 toneladas de peixes mortos já foram recolhidos do local.

De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, os milhões de filhotes de tainhas, além de crustáceos, morreram pela falta de oxigênio. Ele garante que o forte calor precisa ser levado a sério para evitar a mortandade dos animais.

O biólogo ainda denunciou um vazamento de esgoto observado na Fonte da Saudade semana passada. Em visita técnica nesta quinta, a Cedae informou que não há problema no local.

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A Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente afirma que as temperaturas altas aumentam a proliferação de cianobactérias e fitoplânctons que possuem ciclo de vida rápido e ao morrer consomem oxigênio.

Além dos pequenos peixes, alguns robalos e tainhas adultos podiam ser vistos agonizando na água tentando respirar, enquanto siris deixavam a Lagoa. Pescadores aproveitaram para capturar os animais que apareciam ainda vivos nas margens. Um deles, Luiz Antônio dos Santos, aponta que além do calor, a obstrução do canal do Jardim de Alah também colaborou para a falta de oxigênio.

Ontem, profissionais da prefeitura retiraram areia do canal com uso de maquinário pesado para possibilitar a chegada da água do mar à Lagoa. A comporta da rua General Garzon foi aberta para melhorar a oxigenação e reduzir a temperatura.

Equipes da Comlurb, com apoio de três catamarãs, passaram o dia recolhendo os peixes mortos. Os trabalhos continuam hoje.

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