Inacabado, Hospital da Vila Luzita deve ter parte demolida em Santo André

Por Cadu Proieti - Metro ABC

Nem uma novela mexicana é tão dramática quanto o processo de construção do Hospital da Vila Luzita, em Santo André. Com obras iniciadas em 2011 e até hoje inacabado, o equipamento encontrou um novo problema: as fortes chuvas do último dia 23 danificaram a estrutura que já foi erguida e parte do que foi construído pode ter de ser demolido.

A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Paulinho Serra (PSDB), durante apresentação dos prejuízos causados pela tempestade enfrentada pela cidade há cerca de 15 dias. “As avaliações ainda não foram concluídas pelas equipes de engenharia. Preliminarmente, há necessidade de demolição de, pelo menos, o segundo pavimento do prédio. Vamos ter nas próximas semanas, dentro de 15 dias, o laudo concluído”, comentou.

O chefe do Executivo disse que somente após o estudo técnico será possível apresentar novo cronograma de obras e se haverá necessidade de aplicação de mais verba no projeto. “O orçamento do hospital vem do governo federal pela Caixa Econômica Federal. Com o laudo, vamos ter que fazer reprogramação com a Caixa e verificar se cabe esse prejuízo dentro do que está acordado ou se terá de ser arcado com recurso próprio (da prefeitura). A gente vai finalizar a obra, mas todo esse ajuste vai demandar extensão do prazo.”

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No entanto, o prefeito diz que já é possível cravar que a data de inauguração prevista por ele, que era abril do ano que vem, já não será cumprida. “Vai ter, no mínimo, seis meses de atraso”, afirmou.

Iniciado em 2011, pelo então prefeito Aidan Ravin, o projeto tinha como previsão de entrega o primeiro trimestre de 2012, mas sofreu com paralisações na obra. O custo também aumentou: orçado em R$ 3,5 milhões, o hospital deveria custar R$ 7,5 milhões antes de ser danificado pelas chuvas.

Paulinho não quis classificar a longa demora para entrega do projeto como um exemplo de ineficácia do poder público. “Não gosto de falar do passado. Só posso dizer que vamos entregar a obra”, resumiu.

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