Santo André trata varizes com técnica alternativa que envolve espuma; entenda

Por Metro ABC

Um tratamento alternativo contra doenças venosas realizado desde março deste ano, no CHM (Centro Hospitalar Municipal) de Santo André, tem a capacidade de melhorar em até 70% a qualidade de vida dos pacientes, afirma a equipe médica do equipamento. A injeção com espuma de policodanol, conhecida como ecoescleroterapia, é uma alternativa para pacientes que não têm condições de fazer cirurgia, como os que possuem ferida aberta ou que não podem passar pelo processo de anestesia.

Desde o início do procedimento no complexo hospitalar público, os médicos responsáveis já atenderam cerca de 60 pessoas encaminhadas por especialista. Durante os primeiros três meses de tratamento, os pacientes preenchem um questionário com 100 perguntas sobre afazeres comum do dia a dia e como as varizes atrapalham. Foi a partir da evolução das respostas que a equipe constatou o aumento de 70% na qualidade de vida.

De acordo com o cirurgião vascular do CHM Afonso Cesar Polimanti, a diferença do antes e depois é “gritante”. “Tivemos alguns casos de feridas de 20 anos que, com algumas sessões de espuma, o paciente voltou a ter vida social, a sair de casa e andar normalmente. Antes, ele tinha receio e vergonha da perna e não fazia nada”, disse.

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O médico ressalta que o tratamento ainda não é tão conhecido, apesar de ter sido consolidado nos anos 2000. Polimanti também diz que a opção ajuda o sistema público de saúde, porque é mais barato e tão eficiente quanto a cirurgia.

“O impacto também é econômico para o serviço público. Diminui a demanda de curativo em posto de saúde e de internação, no caso do processo cirúrgico. É um ciclo virtuoso”, afirmou.

A aposentada Geni Paes Pereira, 72 anos, possui uma úlcera venosa e passou pela primeira aplicação de espuma no início do mês passado. “A situação é muito triste, ainda mais porque eu tenho depressão. Eu não posso andar muito ou sair para comprar as coisas. Não é fácil. As pernas são fundamentais para viver bem”, lamentou.

O aposentado Francisco Xavier Fernandes, 66 anos, sempre trabalhou andando: seis anos como carteiro e 16 vendendo lista telefônica. Com o tempo, as varizes começaram a aparecer. Ele faz o tratamento com espuma há seis meses, passou por duas aplicações, e diz ter melhorado. “Só não posso fazer muito esforço”, avaliou.

Estudo ganha prêmio universitário

Em agosto deste ano, o aluno do 4º ano na FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Lucas Pereira, 24 anos, conquistou a primeira colocação em um simpósio interno da instituição de ensino em que estudantes disputavam com iniciações científicas de diversas áreas. Ele usou como base o estudo da equipe do CHM de Santo André sobre o tratamento com espuma.

Ele afirma que vai continuar com a análise dos dados para utilizar no decorrer da formação e da carreira. “É importante fazer uma pesquisa porque o trabalho com estatística é essencial para acompanhar a evolução dos pacientes. Também vai ajudar no meu currículo e nas próximas etapas da minha formação”, explicou.

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