Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, é preso pela Polícia Federal

Por Metro Jornal

A PF (Polícia Federal) prendeu na manhã desta quinta-feira (29) o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, além de dois secretários estaduais e outras seis pessoas. Ele foi levado do Palácio das Laranjeiras, residência oficial, ao prédio da Superintendência da PF, no centro da capital fluminense.

A operação Boca de Lobo é um braço da Lava Jato e busca reprimir crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, cometidos pela alta cúpula do governo do Rio. Além da PF, colaboram com a ação o MPF (Ministério Público Federal) e a Receita Federal.

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O pedido da prisão foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, baseada em uma delação premiada. A demanda foi aceita pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Felix Fischer.

Além de Pezão, foram decretadas as prisões dos secretários de Obras, José Iran, e de Governo, Affonso Monnerat. Veja lista completa de alvos:

  • Luiz Fernando Pezão – governador do Estado do Rio de Janeiro
  • José Iran Peixoto Júnior – secretário de Obras
  • Affonso Henriques Monnerat Alves Da Cruz – secretário de Governo
  • Luiz Carlos Vidal Barroso – servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico
  • Marcelo Santos Amorim – sobrinho do governador
  • Cláudio Fernandes Vidal – sócio da J.R.O Pavimentação
  • Luiz Alberto Gomes Gonçalves – sócio da J.R.O Pavimentação
  • Luis Fernando Craveiro De Amorim – sócio da High Control Luis
  • César Augusto Craveiro De Amorim – sócio da High Control Luis

De acordo com a PF, a ação conta com 150 policiais federais que cumprem ainda 30 mandados de busca e apreensão em locais incluindo o Palácio Guanabara, sede do governo, e o Palácio das Laranjeiras. As defesas dos alvos ainda não se manifestaram.

A equipe do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), soltou uma nota sobre a operação. "O governador eleito confia na Justiça e na condução dos trabalhos pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Polícia Federal. A transição não será afetada. A equipe do governador eleito seguirá trabalhando para mudar e reconstruir o Rio de Janeiro."

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