Bolsonaro anuncia 3 novos ministros

Por Marcelo Freitas - Metro Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou ontem mais três novos ministros: Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional); Osmar Terra (Cidadania); e Marcelo Álvaro (Turismo).

Com isso, chega a 19 o número de ministérios do novo governo – na campanha a promessa foi que seriam 15.

Bolsonaro adiou a formação da equipe completa para a próxima semana e admitiu que poderá ter até 22 ministérios. Além de Minas e Energia e Meio Ambiente, existe a possibilidade de uma pasta dos Direitos Humanos.

“Um direitos humanos de verdade. Não esse que está aí que não tem eco com o conjunto da sociedade brasileira”, afirmou Bolsonaro.

O futuro governo trabalha para retirar o status de ministros do presidente do Banco Central e do chefe da AGU (Advocacia- Geral da União).

Desenvolvimento regional

A nova pasta reunirá os atuais ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

“Vamos unir, finalmente, as políticas de desenvolvimento regional e urbano. As diferenças regionais podem servir como potencialidades”, declarou Canuto, um técnico, sem filiação partidária e que hoje é secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.

Cidadania

A pasta da Cidadania dará abrigo à estrutura dos ministérios de Desenvolvimento Social, Esporte, Cultura e Senad (Secretaria Nacional Antidrogas).

É no novo ministério que ficará o Bolsa Família, maior programa de distribuição de renda. “O Bolsa Família vai ser um programa que vai orientar a geração de emprego e renda, por orientação do presidente, principalmente para os jovens. Vai se integrar com outros programas, na área de esporte, no contraturno das escolas”, afirmou Terra, que foi ministro do governo Michel Temer.

Turismo

O deputado Marcelo Álvaro (PSL-MG) ficará à frente do Ministério do Turismo. Ele foi uma indicação da frente parlamentar da área no Congresso.

Reforma

Bolsonaro minimizou a fala do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que em encontro com empresários nos Estados Unidos afirmou que o novo governo “talvez não consiga” aprovar reformas. “Pode ser que ele tenha se equivocado, o garoto. Com toda certeza, alguma reforma vai propor para discutir e aprovar. Tenho certeza de que meu filho não disse isso. Está fazendo um bom trabalho lá fora”, disse.

O presidente eleito tem encontro hoje, no Rio de Janeiro, com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton.

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