Internet impulsiona alimentos orgânicos no Rio de Janeiro

Por Metro Rio
Alex Atala selo Arte / Metro Jornal

A dificuldade de encontrar alimentos orgânicos e mais saudáveis fez a carioca Tatiana Dutra Perez, 43 anos, ir atrás dos próprios produtores. A busca começou por tomates, ganhou adeptos e levou à formação de um grupo de compra coletiva em 2013. “Em um mês, tinha comprado mais de 200 kg de tomate!”, lembra Tatiana.

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A iniciativa, que começou nas redes sociais, se transformou no site Comida da Gente. Lançada há um ano, a plataforma tem hoje 4 mil consumidores e 250 produtores cadastrados. “É difícil comprar orgânicos na cidade e, quando encontra, são caros. Descobri que os produtores não conseguiam escoar a produção e, às vezes, até jogavam fora”, diz Tatiana. “Com a compra antecipada, o risco é zero para os produtores. E consumidores conseguem ter acesso a produtos variados, com regularidade e preços acessíveis”, complementa.

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Hoje, no Rio, já existem cerca de 10 grupos como esse, que funcionam como “feiras na internet”. Um dos mais antigos produtores de orgânicos do Rio, o Sítio do Moinho, em Itaipava, na Região Serrana, já deixou de vender para supermercados.

“Entregamos em domicílio mais de 200 cestas por semana. Assim a rentabilidade aumenta e chega a até 20% ao mês”, explica o gerente-geral do sítio, Fábio Ramos, que também é conselheiro do Organis (Conselho Brasileiro de Produção Orgânica Sustentável). “Os produtores já começam a plantar para esses grupos, um mercado que está só começando e tem muito para expandir”, aposta.

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