Jogador Daniel foi morto por 4 pessoas

Por Metro Jornal Curitiba

O delegado Amadeu Trevisan, de São José dos Pinhais, entregou ontem ao Ministério Público do Paraná o inquérito sobre a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos. Sete pessoas foram indiciadas e quatro são apontadas como participantes diretas na morte do jogador. O promotor João Milton Salles pretende encaminhar até amanhã a denúncia à Justiça.

O inquérito concluiu que o comerciante Edison Brittes teve a ajuda de três pessoas para matar o jogador. A mulher dele, Cristiana, e uma das filhas filhas, Allana, foram indiciadas por fraude processual e coação de testemunhas. Eduardo Purkote poderá responder por lesões coporais graves. A depender do encaminhamento da denúncia à Justiça, e caso ela seja aceita, os sete podem se tornar réus na próxima semana.

Trevisan não acredita na versão de Edison Brittes, de que o jogador tentou estuprar Cristiana, já que todos na casa estavam embriagados. “Ele (Edison) agiu com frieza e ausência de remorso. Voltou para casa, mandou limpar  o sangue e fazer estrogonofe”, disse o delegado. “(Os outros três) inibiram a capacidade de resistência da vítima”.

João Milton Salles destacou a frieza dos autores do crime. “Poucos crimes contra a vida em que atuei me chamaram tanto a atenção pelo sadismo, a desumanidade”.

O advogado da família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior, disse que o indiciamento de Allana e Cristiana “destoa dos fatos ocorridos” e que Edison “irá justificar sua conduta em juízo”.  Robson Domacoski, que defende Ygor King e David Willian da Silva, preferiu não se manifestar. O Metro Jornal não conseguiu contato ontem com os advogados Edson Stadler, de Eduardo da Silva,  Ricardo Dewes, e de Eduardo Purkote.

Daniel, que jogava pelo São Bento (SP), veio no dia 26 de outubro para Curitiba para participar do aniversário de 18 anos de Allana em uma casa noturna. Depois, ele seguiu para a casa dos Brittes, em São José dos Pinhais. O corpo foi encontrado no dia 27, em uma área de matagal. Ele teve o pênis decepado.  

Os sete indiciados e os crimes de que são suspeitos

• Edison Brittes Junior, 38 anos; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, 19; Ygor King, 20; e David Willian Villero da Silva, 18.
Homicídio qualificado (12 a 30 anos de prisão) e ocultação de cadáver (1 mês a 3 anos de prisão).

• Cristiana Brittes, 35; e Allana Brites, 18.
Coação de testemunha (1 a 4 anos de prisão) e fraude processual (3 meses a 2 anos de prisão).

• Eduardo Purkote Chiuratto, 18.
Lesões corporais graves (pena de 3 meses a 1 ano de prisão).

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