Caso Daniel: Jogador morreu degolado e teve o corpo carregado, indica laudo

Por Metro Curitiba

O jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, morreu em função de uma degola parcial e teve o corpo carregado por pelo menos duas pessoas, indica o laudo entregue ontem pela Polícia Científica ao delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan. A perícia ainda encontrou amostras de sangue na casa do comerciante Edison Brittes, que confessou o crime, e no carro em que o jogador foi levado após ser espancado.

Segundo o diretor do IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba, Paulino Pastre, Daniel teve o pênis decepado quase que simultaneamente à degola, mas não é possível precisar se antes ou depois. “Havia coágulos, evidências de que essa lesão ocorreu muito perto do momento da degola”. Os dois ferimentos foram feitos com o mesmo instrumento. Com a degola parcial, o jogador teve parte da coluna cervical exposta.

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O perito Jerry Candin disse que não havia lesões significativas no corpo para afirmar que o corpo foi arrastado. Isso indica que o corpo foi carregado por mais de uma pessoa, o que contraria a versão de Edison Brittes, de que agiu sozinho. “Provavelmente houve o auxílio de mais pessoas no deslocamento do corpo”.

A perícia localizou sete amostras de sangue humano na casa de Edison Brittes e no carro em que Daniel foi levado. Segundo os peritos, isso indica que o sangue foi limpado posteriormente.

Sete pessoas foram indiciadas. Além de Edison, estão presos a mulher dele Cristiana, a filha, Allana, e quatro jovens. Daniel jogou no Coritiba em 2017 e estava no São Bento (SP). Ele esteve em Curitiba no dia 26 de outubro para participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana. O corpo foi encontrado no dia seguinte, em uma área de mata na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais.

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