Condomínio onde mora Bolsonaro vira local de ‘romaria’ e atrai curiosos atrás de selfies

Por Renata Machado, Metro Jornal Rio

“Virou ponto turístico”, decretou o médico Lucas Granjero, 31 anos, após descer de um Uber em frente ao número 3.100 da avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde mora o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O cearense que está no Rio para um evento empresarial fez questão de dar uma rápida parada no local para tirar fotos e fazer selfies na frente do condomínio.

“Todos os motoristas fazem questão de falar que aqui é a casa do presidente [eleito]”, contou Lucas. “Já postei no Insta [a rede social Instagram]. Lá no Ceará, a galera é toda Bolsonaro”, completou a empreendedora Ana Lucetti, 35 anos, que o acompanhava. 

Apesar de não ser possível avistar a casa de Bolsonaro da calçada, a entrada do condomínio Vivendas da Barra virou o point do bairro. Além de eleitores que param para fazer um registro, há outros que passam buzinando e gritando o nome do capitão da reserva – alguns poucos também xingam –, curiosos que só querem espiar o burburinho, apoiadores que tentam uma audiência com Bolsonaro e até “super-heróis”.

“Vou pedir para ele esquecer esse papo de liberar arma, porque a população não está preparada para isso”, opinou o autônomo Roberto da Silva, vestido de Capitão América e acompanhado de seu filho, Rafael, o “Homem-Aranha”. 

Além da presença constante de jornalistas na entrada, chama a atenção das pessoas o vai e vem de visitas, desde correligionários e futuros ministros, como o juiz Sérgio Moro e o economista Paulo Guedes, como embaixadores de países como China, Itália e Argentina. Até Dr. Rey apareceu por lá, na sexta-feira, para se oferecer ao Ministério da Saúde, mas não foi recebido.

“Estamos num evento e viemos andando até aqui para ver o presidente. Ele demora muito a sair daí?”, perguntou a cabeleireira Jussara Braga, 53, após andar por 45 minutos debaixo de um sol a pino.

Elas não tiveram a mesma sorte de Azenate Sousa, 70. “Vim passear e tinha esse projeto de conhecer o Bolsonaro. Daí, o segurança me disse: ‘Ele desceu do carro por sua causa’. Não sei se foi, mas, mesmo assim, valeu a pena”, vibrou ela, que é cadeirante.

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