Campanha já supera 2 milhões de assinaturas contra aumento de salário do STF

Por Estadão Conteúdo

Uma campanha online contra o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já conta com mais de 2 milhões de assinaturas. A iniciativa foi feita pelo Partido Novo, que também peticionou o presidente Michel Temer contra o aumento.

Segundo a legenda, o reajuste "causa enorme impacto fiscal em todos os Estados brasileiros, devido a alteração do teto de salários do funcionalismo público". Se sancionado o projeto de lei que prevê o aumento, a remuneração dos ministros passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais.

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Cálculos feitos por consultorias da Câmara dos Deputados e do Senado apontam que o chamado "efeito cascata" causado pela expansão do teto do funcionalismo público pode custar cerca de R$ 4,1 bilhões. Estados que enfrentam crises financeiras, como o Rio de Janeiro e Minas Gerais, poderão sofrer para cobrir o aumento na folha de pagamento dos servidores.

"O NOVO sustenta que o chefe do Poder Executivo não pode aumentar a despesa com os servidores faltando menos de 180 dias para término de seu mandato, conforme dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal", afirma o partido.

A campanha online, que até o fim da manhã deste sábado (10) contava com 2,3 milhões de assinaturas, foi anexada à petição encaminhada ao Planalto. A meta do partido é atingir a meta de 3 milhões.

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