Temer liga sanção de reajuste a fim de auxílio-moradia

Por Rádio Bandeirantes

Em entrevista exclusiva à rádio Bandeirantes, o presidente Michel Temer (MDB), deixou aberta a possibilidade de sancionar ou vetar o projeto de lei que eleva os salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em 16,3%.

“Eu tenho 15 dias para sancionar ou vetar, vou examinar”, afirmou Temer.

Ele lembrou que o aumento veio previsto no Orçamento do Poder Judiciário e que, por causa da independência dos Poderes, não poderia interferir nos valores.

Mas deu uma pista melhor de como pretende avaliar a questão ao ser questionado se, caso o Judiciário firme um compromisso de rever o auxílio-moradia, ele sanciona o reajuste.

“Acho que mais o que um compromisso, é preciso que eliminem o auxílio-moradia, e depois, eliminado o auxílio-moradia eu vou examinar no período de 15 dias se sanciono ou não”, disse o presidente. E reforçou: “Mas evidentemente é importantíssimo  que se elimine o auxilio-moradia”.

O projeto aprovado anteontem pelo Senado eleva de R$ 33,7 mil para R$ 39,mil o salário dos ministros. Mas ele tem potencial provocar um “efeito cascata” de aumentos para todo o funcionalismo público, que têm esses vencimentos como teto. Somando a União e os estados, o impacto anual nas contas públicas pode chegar a R$ 6 bilhões.

Antes da votação, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), dissera que não era um “bom momento” para conceder aumentos salariais.

Sobre a transição, Temer disse na entrevista que tratou com Bolsonaro da reforma da Previdência e que sabem que não é fácil, nesse momento, aprovar uma emenda constitucional, como o projeto que está no Congresso, que exige maioria qualificada. “É possível examinar eventuais modificações que possam ser feitas neste momento por lei ordinária, que exige quorum menor para sua aprovação”, afirmou o presidente.   

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