Audiências para centro de logística em Santo André têm novas datas

Ambientalistas tentam impedir empreendimento em área de 910 mil metros quadrados de área verde

Por Vanessa Selicani - Metro ABC

As audiências públicas sobre a implantação do Centro Logístico Campo Grande em área verde de 910 mil metros quadrados de Mata Atlântica em Santo André foram remarcadas pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). Esta será a terceira tentativa de realizar as reuniões, obrigatórias para o licenciamento.

O projeto enfrenta resistência de ambientalistas, que veem risco para a flora, fauna e ao patrimônio histórico de Paranapiacaba, localizada próxima à área verde que será desmatada. A última data agendada, em junho, foi cancelada após decisão judicial em ação movida pelo presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida), Virgílio Alcides de Farias. O ambientalista afirma que o empreendimento não tem as certidões necessárias.

A remarcação das audiências acontece após liberação do Tribunal de Justiça. Elas serão realizadas em Rio Grande da Serra no dia 10 de dezembro, às 17h, no Fundo Social de Solidariedade (rua do Progresso 700, Centro), e em 17 de dezembro em Santo André, às 17h, na Casa de Portugal (rua Nossa Senhora de Fátima, 75, Paraíso).

Os ambientalistas ainda esperam reverter a decisão. Farias afirma que hoje é aguardada nova manifestação da Justiça relativa a seu pedido de reconsideração da decisão que liberou as reuniões.

“O juiz considerou apenas a palavra dos advogados, sem realmente checar as certidões”, afirma.

O sócio da empresa Fazenda Campo Grande Logística, responsável pelo projeto, Jael Rawet, afirma ter a documentação necessária. “O processo prevê uma série de passos. Estamos na fase de licença prévia e todas as certidões e estudos exigidos estão anexados ao projeto e disponíveis para consulta pública.”

O presidente do MDV afirma que irá às instâncias superiores para impedir o projeto. “Os netos dos meus netos precisam daquela área verde preservada”, disse.

Centro: Projeto quer servir trens

O empreendimento proposto na área verde de Santo André vai integrar o Porto de Santos e as regiões de Sorocaba, Campinas, Santos e São José dos Campos. Ele atenderá trens que levam carga para Santos e interior. Como o sistema tem limitações, a mercadoria ficaria no centro logístico e depois seria redistribuída. A operação está prevista para iniciar no ano de 2024, obedecendo fases de implantação por 10 anos.

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