Mesmo com a queda do PSDB, analista político não vê problema para Doria obter apoios

Por André Vieira/Metro São Paulo

O governador eleito João Doria (PSDB) terá de buscar acordos além do seu arco de alianças e com partidos que apoiaram outros candidatos para obter a maioria e governar com apoio da Assembleia Legislativa de São Paulo.

A coligação que o elegeu fez 27 deputados estaduais (dos 94 que foram eleitos) e o seu partido – que hoje tem a maior bancada, com 19 parlamentares – perdeu espaço nestas eleições e terá apenas 8 na próxima legislatura, tendo a terceira maior bancada.

Professor doutor do departamento de Antropologia, Política e Filosofia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara, Milton Lahuerta acredita, porém, que Doria não terá problema para compor a maioria e aponta as razões em dois fatores.

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“Primeiro, pela relação histórica de subordinação que há do Legislativo paulista para o Executivo, que é anterior aos governos do PSDB e, segundo, por conta dos movimentos liberais de Doria, que deverão ter respaldo no parlamento.”

Entre os deputados que deverão ser cortejados estão os 28 que foram eleitos pela coligação do seu adversário no segundo turno, o governador Márcio França (PSB), e que eram da base do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). O racha se deu nas eleições, quando Doria saiu candidato.

O PSL – que impulsionado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro fez a maior bancada, com 15 deputados – também entrará na mira. Um dos líderes da sigla, o senador eleito Major Olímpio, fez campanha dizendo que “quem vota no Bolsonaro não vota no PSDB”, mas o professor não vê dificuldade para acordo.

“O PSL chega com deputados inexperientes e a máquina do Executivo é muito forte em São Paulo. Além disso, Doria e o PSL se parecem no liberalismo da economia e no moralismo dos costumes.”

arte psdb Doria
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