Santo André projeta entrega de obras viárias e de drenagem até 2025

Por METRO ABC

Até 2025, a Prefeitura de Santo André projeta entregar série de obras de drenagem e sistema viário, além da implantação de 20 estações de coleta (ecopontos), que deve receber investimento de US$ 50 milhões (o equivalente hoje a R$ 185 milhões), valor do empréstimo solicitado junto a CAF (Corporação Andina de Fomento), banco de desenvolvimento da América Latina.

Ontem, a administração andreense publicou, no Diário Oficial, a lei municipal que traz o pedido. A partir daí, a obtenção de crédito passará por análise da Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), do governo federal.

Um dos principais pontos do projeto é a canalização do córrego Cassaquera, entre as avenidas Giovanni Batista Pirelli e Fernando Costa, com a implantação de novo viário do entorno e ligação com o Centreville. Outra questão considerada como de urgência para sair do papel, segundo a administração, é a construção de um piscinão na avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, visando minimizar os riscos de transbordamento do córrego Guarará e combater as enchentes na região.

Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o projeto de Santo André para contratar operação de crédito concorrerá com outros para obtenção de garantia da União. “Caso não seja aprovado, o mesmo será pautado na seguinte reunião da Cofiex, em 2019”, informou a pasta federal, em nota.

“A ideia é no primeiro semestre de 2019 assinar o contrato (de empréstimo) e licitar no segundo semestre”, afirmou o prefeito Paulinho Serra (PSDB). Em caso de a solicitação não ser aprovada pela Cofiex, o chefe do Executivo disse que a administração municipal buscará outras esferas para, ao menos, priorizar a obra do piscinão.   

Pesquisa da USCS mostra contaminação no córrego

As obras de drenagem na região do Cassaquera devem colocar fim ao risco que hoje correm os moradores do entorno, com seu transbordamento toda vez que a região é atingida por fortes chuvas. Isso porque o corpo d’água apresenta grande volume de chorume, líquido escuro proveniente da de- composição de lixo, como descoberto pelo projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e noticiado pelo Metro Jornal, em junho.

O contato com essa água pode causar doenças de pele, que podem evoluir para infecções.

O estudo aponta que há indícios de que a substância esteja chegando ao córrego pelo aterro sanitário municipal, que fica próximo do local. Coletas continuarão sendo feitas para estudo mais aprofundado. A prefeitura alega que não há despejo de chorume.

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