‘Moradores’ de túnel de São Paulo correm risco

Por Metro Jornal

“É uma pena, né? Essas pessoas não têm onde morar, estão ali porque não têm para onde ir.” É assim que o técnico de informática Felipe Bueno, 28 anos, vê o problema do grande número de moradores de rua instalados no túnel Noite Ilustrada, que liga as avenidas Rebouças e Doutor Arnaldo, no centro.

Atrás de portas que imitam paredes, com pedaços de madeiras e de panos que ajudam a dar “privacidade”, pessoas se alojam no local. Atrás delas, um grafite que, entre outras ilustrações, diz: “Em São Paulo existem mais casas vazias do que famílias sem moradia”.

A precariedade da situação em que se encontram os moradores de rua é completada pela sujeira e pelo risco que eles correm a todo momento de serem atropelados, já que todas as barracas ficam bem ao lado de uma curva dentro do túnel.

A dona de casa Fátima Souza, 43 anos, costuma andar pela região e diz que notou aumento do número de pessoas instaladas no local. “Vejo eles saírem dali com mais frequência nos últimos meses… E sem contar que dá medo, né? A gente nunca sabe se um deles pode ‘mexer’ com a gente.”

Procurada, a Subprefeitura Sé informou que realiza diariamente serviços de zeladoria urbana no local.

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social disse que envia orientadores socioeducativos do Seas (Serviço Especializado de Abordagem Social) para oferecer acolhimento a moradores de rua. Em média, vistorias do Seas têm encontrado 25 pessoas na região apontada – em outros períodos, o número era maior que 60.

Já a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que a Polícia Militar realiza rondas constantes na região a fim de evitar problemas como roubos e furtos.  METRO

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