‘Novo PSDB’ divide opinião entre lideranças da região do ABC

Racha no ninho. Prefeito de São Bernardo prega mudanças na direção do partido, enquanto tucano de Santo André pede união do partido

Por Cadu Proieti - Metro ABC

No discurso da vitória, o governador eleito, João Doria, disse que vai “aposentar a velha política de São Paulo”, usando tom de renovação do partido. Porém, a criação de um “Novo PSDB” divide opinião dos prefeitos do ABC.

Participante ativo nas atividades eleitorais da chapa tucana, Orlando Morando, chefe do Executivo de São Bernardo, vai na mesma linha do futuro líder do governo estadual e prega mudanças radicais na direção da sigla.

“É inegável que o partido precisa ser oxigenado. A urna mostrou que esse modelo nosso venceu. Aqueles que conseguiram vencer não foram porque estavam no PSDB, foi por performance pessoal e conjuntura política. Já defendi isso e volto a defender: temos que ter novo comando. Não é só mudar o nome, temos que mudar a prática, as ideias”, disse Morando.

Já o prefeito de Santo André, Paulinho Serra, trata as mudanças no PSDB com cautela. “Eu não aposto nesta divisão. Outros prefeitos, com características mais bélicas, preferem sempre a divisão. Eu aposto na união. Acho que agora é hora de somar e de unir. Essa é a ideia que irei pregar”, disse.

Racha?

Paulinho Serra Prefeito de Santo André Reprodução/Facebook

Tanto Paulinho quanto José Auricchio Júnior, prefeito de São Caetano, não participaram da festa da vitória de Doria. Já Morando esteve ao lado do vencedor durante todo o evento. O prefeito de São Bernardo foi o único tucano do ABC a abraçar a campanha “Bolsodoria” e colar no ex-prefeito da capital na reta final de campanha.

“O apoio (de outros tucanos) foi secundário, até porque o Doria ganhou com uma parcela significativa de prefeitos do PSDB trabalhando contra ele”, disse Morando, que não citou nomes e preferiu não comentar a ausência dos parceiros de partido na festa.

Paulinho nega ter feito campanha tímida para o candidato do partido ao governo do estado. “Trabalhei para Doria e Alckmin com a mesma intensidade. Assim que o Alckmin perdeu, não saí crucificando-o em praça pública como outros fizeram. Fizemos caminhada para o Doria, adesivamos centenas de carros aqui. A gente não fica saindo em foto. Prefiro fazer trabalho que dê resultado, o que aconteceu em Santo André.”

Auricchio apenas parabenizou a vitória do partido em nota.

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