Twitter não agiu após receber denúncia sobre suspeito de enviar bombas caseiras nos EUA

Por Metro Jornal

O envio de 14 explosivos caseiros a políticos e personalidades americanas na última semana colocou o mundo em alerta para possíveis ataques terroristas e terminou com a prisão do principal suspeito, Cesar Sayoc.

Toda a ação, porém, poderia ter sido evitada graças a uma denúncia no Twitter. Dias antes dos primeiros pacotes serem descobertos, a jornalista americana Rochelle Ritchie fez uma reclamação à rede social por ter sofrido ameaça de Sayoc.

“Abrace aqueles que você ama bem forte toda a vez que você sair de casa”, afirmava a publicação. Rochelle não se abalou com o texto e respondeu: “Ameaçando a minha vida… má ideia”.

Apesar da denúncia, o Twitter afirmou que não houve violação das regras da rede social sobre comportamento abusivo. A resposta foi dada no dia 11 de outubro. No dia 22, o primeiro pacote suspeito foi localizado na casa do filantropo George Soros, um dos maiores doadores do partido Democrata.

Na sexta-feira, Rochelle Ritchie, que também foi secretária de imprensa do congresso americano, cobrou um novo posicionamento do Twitter sobre a falta de uma atitude em alertar as autoridades.

A rede social respondeu admitindo o erro e pedindo desculpas por não ter removido o usuário. A mensagem não citou, porém, uma atitude em relação a denunciar Cesar Sayoc. "Nós queremos que o Twitter seja um lugar onde as pessoas se sintam seguras, e sentimos que temos muito a fazer."

O suspeito preso já havia usado as redes para ameaçar o presidente Donald Trump, o ex-vice-presidente Joe Biden e o ex-promotor público Eric Holder – os dois últimos foram remetentes dos pacotes.

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