Grandes siglas encolhem

Por Metro Jornal Curitiba
Selo Eleições 2018

A maior derrota nas eleições  deste ano pode ser atribuída aos grandes partidos, que perderam espaço para novos nomes, muitos deles atrelados ao do presidente eleito Jair Bolsonaro. Em números brutos, o MDB foi a sigla que mais encolheu. Em 2014, sete governadores foram eleitos pelo partido, número que foi reduzido a apenas três ontem.

A partir do ano que vem, o MDB comandará só o Distrito Federal, Alagoas e Pará. Estados de grande eleitorado foram perdidos, casos do  Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. Além disso, ontem o partido também foi derrotado em Rondônia, Sergipe e Tocantins.

Os tucanos também saem em baixa, mas, mesmo com as perdas, o partido conseguiu manter sua principal cidadela com a vitória de João Doria em São Paulo. O PSDB também  conquistou a administração gaúcha com Eduardo Leite, mas em relação a 2014 perdeu três estados: Paraná, Goiás e Pará.

Já o PT, que assim como o PSDB havia eleito 5 governadores, perdeu seu estado mais populoso: Minas Gerais passa a ser gerido por Romeu Zema, do Novo. Uma segunda derrota petista foi no Acre, mas o partido conseguiu manter suas bases importantes na Bahia, Ceará e Piauí (ainda no primeiro turno) e ontem elegeu Fatima Bezerra no Rio Grande do Norte, no segundo turno.

Novas forças

Na esteira de Bolsonaro, partidos que até então não tinham governadores  passarão a ter representantes em 2019. Além de Romeu Zema, do Novo em MG,  o PSL elegeu Comandante Moisés, em Santa Catarina,  Antonio Denarium, em Roraima, e Coronel Marcos Rocha, em Rondônia.

Além do PSL, o conservador PSC também aparece como força relevante, com  dois governadores. O  ex-juiz Wilson Witzel foi eleito no RJ e, no Amazonas, o jornalista Wilson Lima foi o escolhido.

Jair Bolsonaro foi o principal cabo eleitoral neste segundo turno – entre os 28 candidatos que disputavam os votos ao governo, só 3 apoiaram abertamente Fernando Haddad (PT). Os 25 restantes declararam neutralidade ou apoio aberto a Bolsonaro.   

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